Jacto

O processo de formação do solo é o resultado do intemperismo das rochas sob ações físicas, químicas e biológicas, como chuva, vento e ação de alguns organismos presentes no solo, aliadas ao material orgânico.  Refúgios para múltiplas espécies, como minhocas, fungos e microrganismos, nele também se desenvolvem uma grande diversidade de vegetações, que participam do processo de formação de diferentes paisagens e possibilitam a sobrevivência de várias espécies que interagem entre si e com o meio ambiente. Graças ao solo, temos alimentos, matérias-primas para diversos usos, reciclagem de matéria orgânica, filtração e armazenamento de água, etc.

O mesmo é considerado um grande reservatório da biodiversidade, é o lar de comunidades subterrâneas, e podemos dizer que pode existir mais coisas vivas em uma colher de sopa de solo do que seres humanos na terra. Solos saudáveis ​​e biologicamente diversos incluem vertebrados, invertebrados, vírus, bactérias, fungos, líquens e plantas, que fornecem vários serviços e funções do ecossistema que beneficiam a todos e a todos. Na verdade, o solo abriga mais de 25% da biodiversidade do planeta! As diversas comunidades desses organismos os mantêm saudáveis ​​e férteis. Os organismos do solo estão em todo o mundo, alimentando-se de plantas, protegendo-as e, por sua vez, nutrindo o solo.

Esses organismos, que são denominados como a biodiversidade do solo desempenham um papel fundamental na regulação dos processos biogeoquímicos que formam e mantêm os ecossistemas. Estes incluem: a formação e estrutura do solo, a decomposição da matéria orgânica, o ciclo dos nutrientes e a formação dos gases constituintes da atmosfera terrestre.

O solo e seus organismos podem ser afetados pela maneira como os seres humanos cuidam desse recurso natural. Através de atividades agrícolas predatórias, aumento do desmatamento, poluição e mudanças globais podem ter efeitos nocivos sobre a biodiversidade e os processos ecológicos do solo, além de ter efeitos nocivos para os humanos e o meio ambiente, tais como: Diminuir a porcentagem de decomposição do material orgânico e do potencial de produção; Interrupções ou mudanças na ciclagem de nutrientes; Degradação, erosão e desertificação do solo; Alterar a função da água, reduzindo assim a eficiência do uso de água das plantas e aumentar as emissões de gases de efeito estufa.

COMO MUDAR TAL CENÁRIO?

Proporcionando mudanças no uso da terra, através de práticas de manejo sustentáveis, como por exemplo a manutenção da cobertura presente nos solos, bem como a diversidade das espécies que fornecem este material de cobertura, afim de evitar os efeitos provenientes de uma erosão dos ventos ou das águas. Porém se quisermos auxiliar de um modo mais específico podemos usar praticas como a rotação de culturas ou o sistema agroflorestal que por sua vez podem amenizar as mudanças climáticas quando diminuem e armazenam carbono da biomassa das plantas e dos solos.

            Lidar com a perda de biodiversidade do solo é fundamental para a segurança alimentar global pata que se possa atingir mais da metade das metas de desenvolvimento sustentável. O solo é um recurso natural muito precioso, e devemos lembrar que o mesmo é um bem finito. Isso significa que quando o solo está degradado, ele não pode ser restaurado na vida humana. Sustentabilidade é a chave.  Quando começaremos a priorizar a saúde do solo e a biodiversidade. Muitos podem até estar na espera de um processo milagroso de recuperação, onde haja a reconstrução de absolutamente todos os fatores que possam ser perdidos em virtude da degradação, mas como toda vida existente no planeta se não cuidarmos, não alimentarmos e não preservarmos um dia ela se acaba.

Edpool Rocha Silva
Zootecnista
Doutorando em Ciências Ambientais - UNOCHAPECÓ


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