Jacto

Animais de alto valor e rendimento com produtividade acima da média é este o sonho de todo pecuarista.

 

Mas como todos os sonhos têm obstáculos, aqui não poderia ser diferente. Produtor, você sabe quais os riscos que os animais estão correndo? Você sabe com que está lidando? O produtor sabe bem do que estamos falando: seca, crise econômica e época de bois magros, é claro. Mas como se já não bastasse isso tudo, ainda há o pesadelo das enfermidades, mais especificamente, as infectocontagiosas, que em questão de dias, podem aniquilar um rebanho inteiro ou pelo menos boa parte dele. Quando uma doença assombra a propriedade e acomete o rebanho, não tem bolso que aguente e nem lucro no fim do mês, o orçamento não fecha e a produção junto com todo o esforço podem ir por água abaixo em um espaço de tempo curto. Vamos falar sobre SURTO?

É claro que um produtor visa sempre ter bons animais, uma boa produção, um bom ano. Mas o que é que garante se o pecuarista terá um excelente reprodutor, matriz, bezerros lucrativos ou não? Não podemos deixar de lado e diminuir a importância de todo investimento em genética, cruzamentos e manejo reprodutivo. Isto faz parte, mas não é tudo. Se um animal tiver potencial, mas não tiver as condições necessárias, dificilmente conseguirá expressar tudo aquilo que poderia. E de que forma conseguir bons resultados? Para alcançar o máximo potencial, a resposta é simples: MANEJO, manejo sanitário, ambiental, vacinal, reprodutivo, manejo e mais manejo. Você, produtor, está preparado?

Toda e qualquer doença infectocontagiosa que chegue perto do rebanho, seja pela água, ar, alimento, ambiente ou animais, já está em grande vantagem. E aqui fica uma má notícia: o adversário principal é o pecuarista e todas as cabeças de gado presentes nos seus alqueires.

Entre as doenças que mais matam os animais estão as famosas clostridioses. E elas ganham ainda mais força, porque são vários agentes, causadores de diversas enfermidades. Podemos citar, apenas para começar: o “mal do ano” ou “manqueira”, tétano, botulismo e a gangrena gasosa. E os grandes responsáveis por todo o prejuízo: os clostrídios, possíveis conhecidos seus ou de propriedades vizinhas.

Um grupo de bactérias anaeróbias, ou seja, que se multiplicam na ausência do ar e que são gram-positivas, esporuladas e produtoras de toxinas, caracterizadas por um estado tóxico e infeccioso, gangrenoso ou septicêmico do gênero Clostridium spp., altamente fatais. Estão presentes normalmente no solo e no tubo digestivo dos animais, mesmo aqueles sadios. Produzem substâncias tóxicas poderosas chamadas toxinas, responsáveis pelos sintomas e lesões observados nos animais doentes. Provocam a morte tanto de bovinos de corte quanto de leite, confinados ou mantidos no pasto, bezerros ou adultos, toda e qualquer categoria que se encontre desprotegida e que esteja no “lugar errado e hora errada”, em outras palavras, em um ambiente com muitos clostrídios e sem vacinação.

Os clostrídios penetram no organismo na forma de esporos, através de alimentos contaminados, feridas (castração, tosquias, partos) ou até mesmo por inalação. As toxinas são produzidas no organismo do animal ou são ingeridas pré-formadas. E a principal característica deste microrganismo é o fato de conseguir permanecer no ambiente por muito tempo, na forma de esporos.

 

Um alerta: Seu rebanho corre perigo.

 

Estas bactérias, de acordo com o modo, local de ação e danos causados, podem ser divididas em neurotrópicas, enterotoxêmicas, hepáticas e causadoras de mionecroses,
As clostridioses mais comuns em bovinos no Brasil são: o Botulismo, a Manqueira ou Carbúnculo Sintomático, as Gangrenas gasosas, o Tétano e a Enterotoxemia.

Seja qual for o sistema de produção, os animais tem que viver em boas condições. Condições nutricionais, com boa alimentação; condições de ambiente limpo e desinfetado, sem restos de alimentos ou cadáveres em decomposição e condições sanitárias com protocolos vacinais seguidos à risca.

Tendo cumprido estas necessidades básicas, então de fato, vale a pena investir em genética, em reprodução, em métodos mais avançados para garantir a eficiência produtiva.

Os clostrídios podem estar e estão espalhados por todo o território brasileiro. Para que conheça melhor cada um deles e as doenças que causam, veja nosso quadro.

            O grande problema que talvez tenhamos é que os clostrídios são habitantes normais da microbiota intestinal de ruminantes, e por isto, numa situação onde houver oportunidade, eles acabam se proliferando. Situações como estresse, manejo alimentar, lesões desencadeadas por manejo de rotina (cirurgias, parto) ou parasitismo.

            Os bovinos acometidos podem até ser tratados com antibióticos, terapia suporte e soro contra toxina (quando disponível), porém normalmente todo este aparato terapêutico pode ter muito valor econômico, mas pouco valor efetivo, o que além de encarecer, não é garantia de sucesso. Isso porque estamos falando de apenas um animal infectado, mas se fizermos os cálculos pensando num surto dentro da propriedade, o prejuízo é ainda maior e mais assustador. Some-se a isso, a perda pela morte dos animais, animais estes que comentamos no início, que podem ser de alto valor, excelentes reprodutores ou bezerros que poderiam ser muito lucrativos. Faça as contas e responda: vale a pena arriscar ou vale a pena vacinar?

A criação do gado de corte ou mesmo de leite não pode, de forma nenhuma, ficar à mercê de um surto que pode ser evitado. Falamos a todo momento sobre o prejuízo econômico,  sempre muito grande e ao falarmos em números, as clostridioses junto com a raiva e as intoxicações por plantas são as maiores causas de mortalidade bovina em animais criados extensivamente. Já os animais criados em confinamentos sofrem maiores riscos com o botulismo e o carbúnculo sintomático, além de outras clostridioses. 

Estima-se que a média de mortalidade em bovinos por botulismo, seja de aproximadamente 13%, enquanto os de carbúnculo chegam a 15%. Agora pergunte-se: quanto custaria perder 13 a 15% do seu rebanho?

Analisando o custo-benefício e o massacre causado no bolso do produtor, não há nem que se perguntar novamente se vale a pena vacinar o rebanho inteiro corretamente. A resposta nos parece bastante evidente. Os produtores mais atentos já vacinam e reconhecem a importância da prevenção. São milhões de doses de vacinas vendidas que buscam a proteção à saúde animal.

E o produtor, aquele que conhece bem seu sistema de produção, sabe: uma boa vacina deve conter a máxima cobertura contra doenças, o que facilita o manejo dos animais.

Existem diversas opções no mercado, que protegem contra a grande maioria dos clostrídios, mas para que tudo ocorra da maneira correta, orientamos um manejo conforme a bula do fabricante. Na grande maioria, recomenda-se a primovacinação dos bezerros aos 4 meses de idade e 30 dias depois é feita a segunda dose. Então estabelece-se um reforço anualmente, mantendo o nível de proteção acima do nível de risco de infecção.

Uma boa produção, um bom ano, um grande lucro, um “caixa gordo” no fim do mês é resultado de esforço e dedicação, investimento em genética, nutrição, prevenção. Não basta um ou outro, todos são necessários e se completam.

De nada adianta termos um animal de excelente genética se ele não for bem nutrido. De nada adianta termos um animal de grande valor se ele ficar doente e morrer. De nada adianta termos a produção se não garantirmos o mínimo de estímulo e prevenção. As clostridioses e várias outras enfermidades estão aí, são inimigos invisíveis e que atacam sem misericórdia. O seu gado está preparado?  Vacine contra clostridioses. 

 

M.V. Larissa Salles Teixeira –Departamento Técnico da Venco Saúde Animal

setec3@venco.com.br


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