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Localização das instalações:

Busca-se na medida do possível, um local arejado, distante pelo menos 25 metros de obstáculos à ventilação natural como barrancos e áreas de mato. O Local deve ser alto, drenado e livre de umidade no solo. É importante que se possível seja aproveitada a ventilação natural, potencializando os ventos artificiais do sistema (ventiladores).

Após uma boa terraplanagem, é importante que o solo seja bem compactado com terra, evitando o uso de pedras na superfície pois as mesmas podem se tornar um problema futuramente, caso haja descuido no revolvimento diário da cama de compostagem. 


Orientação solar:

Quanto a orientação solar, vários quesitos devem ser observados, como por exemplo a possibilidade de ampliação futura do sistema e o posicionamento da esterqueira, todavia, a maior preocupação é com a insolação em épocas quentes do ano onde o posicionamento Norte/Sul sofre maiores influencias neste tipo de construção. O posicionamento Leste/Oeste se mostra mais indicado, por receber menor insolação, sendo esta, geralmente durante a manhã e final de tarde. 

Materiais para construção:

São variadas as opções, normalmente contemplando estruturas em pré-moldados, ferro, madeira e a união destes, cada qual com sua vida útil e valores variados; o importante é que mais de um orçamento seja feito, buscando-se avaliar o melhor custo benefício. Atenção muito especial deve ser dada nesta escolha, pois aproximadamente 76% do custo total das instalações para Compost Barns é derivada da Mão de Obra e Materiais de construção. Decisões equivocadas para ambos os lados (mais caro ou mais barato) possuem influência direta na saúde econômica da empresa rural, visto que estruturas baratas podem durar pouco e limitar desempenho, bem como estruturas muito “pesadas” (grandes e caras) podem impossibilitar o retorno do investimento, mesmo a longo prazo. De nada adianta termos animais confortáveis e produtivos, se nossa conta a pagar elimina o lucro líquido mensal. 


Dimensionamentos:

No objetivo de termos um ambiente bem aerado, precisamos uma altura de pé-direito entre 4,5 a 6 metros, sendo que o excesso de altura pode deixar o sistema muito susceptível à umidade de chuvas externas. Não devemos economizar na altura central da cobertura do projeto, visto que quanto maior a inclinação, melhor será o efeito chaminé, que movimenta o ar quente para fora da estrutura, através dos lanternins. A inclinação deverá ser entre 30 e 45%, dependendo do comprimento do telhado, sendo indispensável para uma boa circulação de ar, a presença de lanternin devendo este, ter uma abertura de aproximadamente 1,5 metro, por todo comprimento do galpão. Para segurança do sistema é importante que seja feita a instalação de sistemas de “lonas móveis” nas laterais susceptíveis a umidade externa provinda de chuvas com vento.  

A área de cama deve ser pensada conforme número de animais no projeto, sendo que medidas entre 10 a 14m² de cama por animal se torna um parâmetro seguro para o alojamento. Quanto mais eficiente em manejo for o produtor, menor poderá ser a área ocupada por vaca. O espaço de área de cocho logicamente possui relação direta com o número de vacas, sendo importante que se destine entre 60 a 80 centímetros por animal (o espaçamento irá oscilar, entre as opções de uso de canzil, ou somente linha livre). 

Corredores de alimentação poderão possuir em torno de 3,75 metros, possibilitando a instalação de cochos de água, do lado oposto ao cocho de alimentação, distribuídos de forma uniforme, de forma a facilitar posteriormente a separação dos animais por lotes de produção. Um bom desnível nos corredores facilitará a limpeza diária. Cuidado especial também deve ser dado à cobertura próxima às linhas de cocho; visto que não poderemos ter contato de chuva com a dieta total, e muito menos insolação direta no cocho, o que poderá reduzir muito o consumo diário das vacas em dias quentes. A instalação de sistemas de ventilação é indispensável para minimizar efeitos de estresse calórico, também auxiliando em parte na subtração da umidade superficial da cama. 


Antes do investimento, precisamos do planejamento:

Estes são alguns detalhes básicos, entre muitos outros de fundamental importância na construção de instalações do tipo Compost Barns, e para tal investimento é indispensável que o produtor esteja com os “pés no chão”, tendo certeza de que sua produção já está “alavancada” de forma eficiente no seu atual sistema de produção e principalmente, se está seguro de seu planejamento alimentar. Todo investimento feito na propriedade, deverá ter como resultado direto ou indireto, o aumento em produção leiteira; caso este aumento seja “tímido” ou inexistente, poderemos ter vários problemas na saúde financeira da empresa rural.  

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Artigo publicado na edição de Novembro/16


Rodrigo Görgen Chaves 
Med.Vet. Me. /Tecg. Agroind.
Coasul Cooperativa Agroindustrial
Rua General Osório, 920 São João PR 85570-000
46 3533-8100 / 46 9129-7499


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