Jacto

Relatos afirmam que os caprinos foram introduzidos ao Brasil pelos colonizadores portugueses, em meatos de 1535 mas, apenas em 1910 pode-se acompanhar exportações e seus trabalhos realizados, sendo assim apartir desta década foi-se questionado o possível potencial produtivo da caprinocultura (Silva Neto, 1950; Figueiredo, 1981; Figueiredo et al. 1987).

        O rebanho caprino ao longo dos anos vem ganhando seu espaço no cenário agropecuário brasileiro, apartir de dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre os anos de 2016 e 2017 foram constatado o aclive de 8,2 milhões de cabeças, possuindo a maior concentração de animais na região Nordeste com aproximadamente 7,6 milhões e as demais com o crescimento continuo, porém lento e com maiores recursos biotecnológicos e tecnológicos. 

A caprinocultura pode ser dividida em três grandes seguimentos sendo estes, a caprinocultura de corte com algumas raças com características essenciais para está cultura como é o exemplo da raça Boer que é originária da África do Sul, a caprinocultura leiteira que exemplifico com a raça Saanen sendo originária da Suíça e raças de dupla aptidão como o exemplo da raça Anglo Nubiano originária da Inglaterra e embora tenha seu nome fortemente associado a características de dupla aptidão, através de programas de reprodução vem se apurando a raça de acordo com as características desejadas, seja está para leite ou para corte. (Lima & Fonseca, 1980; Figueiredo, 1981; Figueiredo et aI. 1987).

Torna-se imprescindível que nossos olhares se voltem para este seguimento agrário pois além de ser uma cultura com grande potencial econômico, possui baixo investimento inicial e grande rentabilidade ao pequeno, médio e grande produtor que na maioria das vezes procura alternativas viáveis para aumentar o seu lucro e produtividade em sua fazenda, chácara ou sítio. Além destes contrapostos devemos levar em consideração o avanço diário da medicina e de uma sociedade que busca dia a dia meios de alimentação mais saudáveis assim como alternativas de consumo para o nicho de pessoas com alergias e intolerâncias, resultando assim em uma cadeia mais eficiente e com uma maior valorização da matéria prima. (FURLANETTO, 2000; GUIMARÃES FILHO, 1999; GUIMARÃES FILHO & CORREIA, 2001)

Há poucos relatos sobre o impacto da caprinocultura no PIB brasileiro, mas é notável o crescimento de produtos e subprodutos de caprinos nas grandes redes de supermercados nas capitais e sua procura por curiosos ou admiradores destas iguarias. (GIRÃO, E. S., LEAL, T. M., RAMOS G. M. et al., 2004).

Concluo que é de extrema importância dedicar nossas pesquisas para este grandioso mercado, onde está intimamente entrelaçado a belíssima cultura do Nordeste que por muitas vezes em meio a divergências ambientais, climáticas e socioeconômicas consegue fazer o pouco tornar-se muito. 

 

Isabella de Lima Silva

Acadêmica de Medicina Veterinária Universidade Paulista 

Aprimoranda em Inspeção de 

Produtos de Origem Animal

Ifope Educacional


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