Jacto

O manejo integrado não tem como único objetivo a produção máxima, deve incluir também aspectos socioambientais.

Atualmente, o manejo integrado na agricultura é muito utilizado para definir o controle de pragas e doenças na lavoura. Entretanto, a discussão sobre suas aplicações deve ir muito além. Em um setor em que buscamos cada vez mais o tripé: produtividade, rentabilidade e sustentabilidade, este conceito precisa ser analisado de uma maneira mais ampla, permitindo uma visão holística do sistema de produção agrícola.

 

Ele integra as “boas práticas da agricultura” e procura sempre o equilíbrio entre os melhores resultados agronômicos e econômicos, dentro de um conceito sustentável, que não vá agredir o meio ambiente, as pessoas ou os animais. Nesse sentido, o manejo integrado não tem como único objetivo a produção máxima, deve incluir também aspectos socioambientais.

 

Para atingir esta harmonia, o monitoramento das culturas, para coleta de dados, deve ser periódico. Em posse destes dados, o produtor pode comparar o custo de determinada ação no manejo, em relação ao benefício que ela vai trazer, como no impacto da produtividade, por exemplo. Com esta análise, é possível adotar medidas mais assertivas e sustentáveis, que podem ser desde tratamentos biológicos, nutricionais, entre outros. Decisões baseadas em dados evitam desperdícios e custos excessivos, além de permitirem um manejo produtivo mais efetivo durante todo o ciclo do cultivo.

 

Dentro destas práticas, a biotecnologia tem auxiliado produtores a adotarem cada vez mais o manejo integrado em suas fazendas. Por meio dessas soluções, produzidas a partir de fontes naturais, é possível gerar baixo impacto no meio e contribuir com a melhor qualidade do sistema solo-planta, preservando os recursos naturais. São ferramentas que visam maior produtividade e lucratividade mantendo o equilíbrio e a longevidade do meio ambiente.

 

Sendo assim, podemos destacar benefícios deste manejo tanto para o produtor, quanto para a natureza e, consequentemente, para o consumidor. Isso porque, com ele, é possível a máxima lucratividade, com a otimização dos recursos disponíveis, sejam insumos agrícolas, adquiridos ou fixos, como a água e o solo. O resultado é um sistema produtivo que continuará eficiente ao longo do tempo. Já para a população, a vantagem é a segurança alimentar em harmonia com as questões socioambientais da sua produção.

 

Embora tenhamos um caminho a percorrer, há um grande espaço para o otimismo no que diz respeito à aplicação ampla do manejo integrado nas lavouras. Aqueles que já trouxeram um novo significado ao conceito como rotina operacional, dentro das suas fazendas, vivenciam os seus benefícios e trabalham na promoção de melhorias e avanços dessas ações. Ao conhecer e colocar em prática, não há quem não comemore os resultados vantajosos para todos.

 

Para que consigamos avançar ainda mais com o debate, é preciso um processo educativo ao longo dos elos da cadeia produtiva. Precisamos ter claro que o setor trabalha com fontes esgotáveis, e é nesse sentido que o manejo integrado atua e é essencial. A qualidade dos recursos que utilizamos e como vamos deixá-los para as próximas gerações é uma equação que dará mais longevidade ao processo produtivo da forma como conhecemos hoje. 

Autor: Engenheiro Agrônomo Ney Ibrahim, diretor Comercial da Alltech Crop Science Brasil.


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