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Atualmente a degradação de áreas agrícolas e urbanas é um problema crescente que necessita de estudos quanto às metodologias para recuperação destas áreas.    

E qual a diferença entre “área degradada” e “área alterada ou perturbada”?    

Com base nas definições da Instrução Normativa 4 do IBAMA, de 2011, que estabelece as exigências mínimas para elaboração de Projetos de Recuperação, devemos diferenciar estes dois termos: a Área degradada é a área impossibilitada de retornar por uma trajetória natural a um ecossistema que se assemelhe a um estado conhecido antes, ou para outro estado que poderia ser esperado e  a Área alterada ou perturbada é a área que após o impacto ainda mantém meios de regeneração natural.    

Devemos Recuperar ou Restaurar a Área Degradada?    

Com base na Lei 9.985 de 18 de julho de 2000 (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) são definidos os seguintes termos:
Recuperação é a restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode ser diferente de sua condição original.
Restauração é a restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada o mais próximo possível da sua condição original.     

Assim, nos Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs) faz-se válida a utilização do conceito de recuperação, de forma a restituir suas funções ambientais básicas, sem necessidade de se alcançar a condição original natural, o que implicaria em um prazo inviável tecnicamente.    

É comum encontrarmos num pequeno espaço percorrido na paisagem, diferentes situações de degradação, uma mudança de tipo de solo, alterações de utilização da área, distribuição das águas e o histórico da área, ou seja, biodiversidade existente, grau de degradação, entre outros fatores devem ser considerados. O “perfil cultural” corresponde a todas as informações disponíveis sobre a utilização desta área.     

O ideal seria não degradarmos o meio ambiente, preservá-lo, porém, caso necessite recuperar uma área degradada, faz-se necessário a parceria com um profissional habilitado para receber informações e fazer avaliações adequadas a cada local, além de orientar na escolha das espécies para este ambiente. A escolha das espécies é um fator muito importante para o sucesso da Recuperação de Áreas Degradadas. Uma das espécies que tem se destacado nos projetos de Santa Catarina é a utilização da Bracatinga (Mimosa scabrella), sobre a qual descreveremos em outra matéria.    

Importante: sempre consulte um Engenheiro Agrônomo!

Artigo publicado na edição de abril/16

Genicelli Mafra Ribeiro
Engenheira Agrônoma, Msc. Solos
genicelli@yahoo.com.br

Foto: Genicelli Mafra Ribeiro


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