Jacto

por Guilherme Augusto Vieira

Segundo a ABIEC (2019) , o rebanho brasileiro em 2018 é de 221,81 milhões de cabeças de gado distribuídos em 162,19 milhões de hectares, com uma média de ocupação de 1,37 cabeça/ hectare. Neste ano (2018) foram abatidas 44,23 milhões de cabeças de gado, sendo que 4,09 milhões de cabeças oriundas da produção intensiva, predominantemente o confinamento de bovinos. Ao analisar os dados apresentados quanto a produção intensiva, conclui-se que o sistema predominante no Brasil é a pecuária extensiva. 

Todo este crescimento observado na produção de pecuária deveu-se ao avanço destas atividades produtivas, principalmente no que tange as melhorias nos manejo sanitário, nutricional, melhoria genética dos animais, além da adoção das inovações tecnológicas, entre elas, a prática da pecuária intensiva (confinamento e semiconfinamento), a pecuária de ciclo curto, que levaram a melhorar a eficiência produtiva em termos de quantidade e qualidade da carne bovina.

Um das alternativas de pecuária intensiva é a adoção do semiconfinamento, no qual ocorre a suplementação de bovinos a pasto, com baixos custos operacionais e investimentos em instalações e equipamentos.

Sabe-se muito pouco sobre o semiconfinamento, com poucos trabalhos, sendo que a maioria dos produtores entende que “semiconfinar” é separar um pasto, soltar os animais em lotes, colocar cochos e suplementos no meio do pasto sem obedecer os critérios técnicos necessários.

O semiconfinamento exige estruturas e manejos diferenciados com a finalidade de proporcionar aos animais um máximo desempenho e consequentemente uma boa produtividade e lucratividade.

Um dos manejos diferenciados é o Preparo dos Animais para o Semiconfinamento, compreendendo, a escolha dos animais, forrageiras e pastos adequados, o manejo sanitário preventivo, o manejo nutricional adaptativo,a apartação, e formação dos lotes, a marcação e pesagem dos animais, procedimentos praticados nos animais antes de “sua entrada” nos piquetes.

Após muitos anos de estudos, orientamos trabalhos de conclusão de curso sobre a matéria, entendemos que o semiconfinamento não pode ser realizado de uma forma empírica e que o bom preparo dos animais garante produção de qualidade.

Lembrem-se: 
O semiconfinamento é realizado com animais saudáveis, vacinados, vermifugados e bem alimentados.

Artigo publicado na edição de Julho de 2019 da Folha Agrícola

Saiba mais em: http://farmacianafazenda.com.br/semiconfinamento


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