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Este sistema de produção busca a máxima eficiência econômica, não deixando de lado o embasamento técnico para mantença de exigência nutricional para o gado de padrão Holandês, de alto potencial produtivo. O SIPS, visa o máximo desempenho dos animais em pastoreio, objetivando que as vacas em lactação tenham o máximo de consumo diário do que há de melhor em uma planta forrageira, a lâmina foliar verde. O uso de um concentrado de qualidade é indispensável neste sistema, e possibilita que a produção vá além do volume conferido pelo consumo do pasto. O sistema SIPS é idealizado com “foco em pessoas”, sendo que o produtor precisa saber o que quer atingir na vida e qual é o papel do leite neste plano! Parte-se do princípio de que precisamos de um objetivo a ser buscado e o produtor precisa transformar seus “sonhos materiais” em litros de leite, traçando uma meta de trabalho, respeitando suas necessidades e limitações. Para que uma propriedade leiteira tenha sucesso na atividade, precisamos considerar as variáveis de produção como um “conjunto” em que nada pode falhar pois “uma engrenagem está ligada à outra”; o Solo, a Planta, a Vaca e o Homem precisam se correlacionar de forma harmônica. O fator Solo tem importância inquestionável, sendo que se busca ganhos em matéria orgânica no decorrer dos anos; se estivermos falhando com o solo, não teremos produção leiteira. Com qualidade de solo, teremos boas plantas e estas, o que a vaca mais precisa: lâminas foliares verdes em abundância, onde a cada bocado a vaca desenvolva uma grande apreensão de alimento em seu mais nobre estagio vegetativo, disponível durante o dia e a noite.

Antes de produtores de leite, precisamos ser produtores de folhas, buscando equilíbrio entre a produção destas e a captação de luz; as plantas devem encobrir o solo conferindo a máxima captação de luz, produzindo muito e gastando pouco de suas reservas de energia na produção de entrenós e inflorescências, para isto, precisamos aprender administrar muito bem o ponto de entrada e de saída dos animais dos piquetes, tendo por base o posicionamento das folhas e o IAF (índice de área foliar). Todas as folhas devem estar produzindo, isto faz com que a rebrota seja vigorosa e a planta tenha mais desempenho produtivo. É importante que se lembre que na metodologia de trabalho SIPS, há condições favoráveis para mantença nutricional de animais de alta produção, com peso corporal em torno de 500 Kg para raça holandês, visto que existe uma proporcional suplementação de concentrado conforme produção leiteira. No sistema, devemos sim usar concentrado de ótima qualidade, pois a produção somente a pasto não nos traria volume de leite condizente com nosso objetivo e não manteria escore de condição corporal de vacas de um rebanho com média geral de produção de 30 Litros/vaca/dia. Alimentos volumosos conservados como silagem de milho, embora geralmente em pequena quantidade também estão previstos no SIPS, no objetivo de contrapontear momentos de transição entre pastagens, secas inesperadas, vacas em período pré-parto ou apenas para ajustes em teores de fibra na dieta total dos animais em lactação, visto que trabalha-se com pastagens bem manejadas, com FDN baixo. Como resumo, disponibiliza-se o melhor das plantas para os animais em lactação (lâmina foliar verde), suplementa-se concentrado no objetivo de ir além do que a produção via pasto nos garante e tem-se a disposição silagem de milho para momentos oportunos.

Também não podemos esquecer que o SIPS preconiza dois lotes de animais em pastoreio, sendo o primeiro composto pelos animais em lactação os quais se alimentam do que há de melhor no piquete (cerca de 50% da altura da planta disponível), e o segundo formado por vacas secas e novilhas, que tratam de baixar o dossel forrageiro até um determinado ponto limite, que possibilite um rebrote eficiente de folhas durante o intervalo entre pastejo. Muitos produtores ainda não sabem que o produto da pastagem é a folha e estão muito focados “da porteira para fora”, sabendo muito pouco de como buscar eficiência da “porteira para dentro”. Entre várias ideologias de trabalho, temos o sistema SIPS, idealizado e desenvolvido pela equipe Transpondo Ltda. (http://www.transpondo.com.br/) e possui mais de 20 anos de pesquisa com resultados consistentes, visando baixo custo por litro, alta produtividade por vaca e por área ocupada, não deixando de lado a satisfação do pecuarista. Cabe ao produtor e seu técnico, definir qual o melhor sistema produtivo conforme área de terra e perfil de pessoas envolvidas no empreendimento. Somente com pessoas com “foco em resultado”, teremos solo, plantas e vacas gerando renda líquida à propriedade.

 

Artigo publicado na edição de novembro/16

Rodrigo Görgen Chaves 
Med.Vet. Me. /Tecg. Agroind.
Coasul Cooperativa Agroindustrial
Rua General Osório, 920 São João PR 85570-000
46 3533-8100 / 46 9129-7499


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