Jacto

Maximizar o consumo de alimentos pelas vacas em lactação é fator determinante para sucesso da produção, sendo que a quantidade de dieta ingerida é dependente do teor de digestibilidade da mesma. Quanto maior a digestibilidade, maior tende a ser o consumo e a quantidade total de nutrientes ingeridos possibilitando maior produtividade conforme o período da lactação em que o animal se encontra.

 

            A digestibilidade da fibra e grau de processamento dos alimentos é o que determina o trajeto e tempo de passagem da dieta pelo sistema digestivo. Quando a forragem é disponibilizada tardiamente ao animal, ou seja, após o ponto ideal de corte (característico de cada forrageira) forneceremos uma fibra de menor digestibilidade. Quanto menos digestível, mais rapidamente teremos limitação de espaço físico no rúmen, pelo fato de que a taxa de passagem deste alimento é mais lenta e ineficiente ocupando espaço no sistema digestivo por mais tempo.

 

            Quanto maior a digestibilidade do alimento, mais rapidamente a dieta sofre fermentação e nutrientes são disponibilizados ao ruminante, aumentando consumo e acelerando a produção animal. No caso de silagens de milho que foram ensiladas com a planta após seu ponto de corte, teremos um material mais grosseiro, com tendência de menor eficiência de picagem pelas máquinas, o que também prejudica a compactação do alimento. Para fenos ou pré-secados cortados após seu ponto fenológico ideal, também teremos possíveis perdas de desempenho; onde um cuidado especial deve ser dado quanto a relação de folhas em relação a talos (precisamos sempre mais folhas). Quando dependemos de pastejo, o conhecimento de ponto de entrada e saída dos animais dos piquetes é a chave para bom desempenho. Pastos passados do ponto, por mais que apresentem alto porte e aparência de volume, limitarão consumo pela baixa qualidade da fibra e precisamos agir para que isso não aconteça com frequência (roçadas, ponto de entrada, aumento de lotação).

 

            Resumidamente precisamos conhecer os pontos ótimos de relação entre a produtividade da planta e sua digestibilidade, quanto mais preciso for nosso desempenho neste ponto, conseguiremos maior aproveitamento das forrageiras devido à sua qualidade de fibra que possibilitará maior consumo pelos animais. O acompanhamento técnico é fundamental para o máximo proveito dos investimentos e recursos de alimentação dos rebanhos.

 

Rodrigo Chaves

Médico Veterinário

Artigo publicado na edição de Abril/18


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