Jacto

Com a chegada da primavera, transitamos em um período de troca de perfil de oferta forrageira, onde nossas pastagens de inverno por mais bem manejadas que estejam já começam perder qualidade e disponibilidade. Produtores que não optaram pelo plantio de pastagens mais atualizadas, de cultivares melhoradas e que proporcionam maior tempo de fase vegetativa dando mais cortes, certamente já estão com baixa oferta de pasto neste momento. 

Importante ressaltar também que produtores que investiram em adubação e semente de qualidade, mas que não tiveram bom manejo de entrada e saída dos animais em pastoreio podem estar na mesma situação de baixa oferta de pastagens.

Embora tentemos minimizar os efeitos desta transição de pastos entre inverno e verão, sempre teremos um belo desafio pela frente, visto que além da mudança nutricional, o clima aos poucos fica mais quente podendo afetar produção pela baixa do consumo e estresse calórico no rebanho. Produtores com alta eficiência em planejamento forrageiro, “ajudados pelo clima” conseguem uma transição bem sucedida, passando de um azevém tetraploide bem manejado para uma cultura anual de verão como milhetos híbridos por exemplo, com poucas perdas de desempenho na sua oferta forrageira.

Sempre que tivermos qualquer oscilação de disponibilidade de alimentos, precisamos repensar a dieta como um todo, sendo que na redução de oferta de pastagem, teremos também redução na disponibilidade de proteína bruta da dieta, bem como redução no consumo de matéria seca pelas vacas. A redução no volume de leite produzido nas entressafras de pasto deve deixar de ser considerada normal, pois temos como minimizar seus efeitos embora muitas vezes encarecendo um pouco a dieta, mas mantendo vacas produtivas e principalmente não penalizando a curva de lactação de vacas que estão com poucos dias em leite, ou em pleno pico de lactação.

Nesta situação, precisamos aumentar o fornecimento de volumosos conservados (silagem de milho ou pré-secados) e na maioria dos casos, aumentar o teor de proteína bruta do concentrado utilizado. Este ajuste é fundamental para que tenhamos uma produção equilibrada em volume e em composição do leite, não penalizando escore de condição corporal das vacas e a saúde do rebanho (juntamente a isto a saúde financeira da fazenda). Na detecção de uma possível alteração na disponibilidade ou qualidade dos alimentos, teremos que prever nossa ação a ponto de suprir as exigências nutricionais do rebanho, e para isto o acompanhamento técnico é fundamental no auxílio a tomadas de decisão evitando maiores prejuízos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rodrigo Gõrgen Chaves

Médico Veterinário Me. 

CRMV 12.562

COTRIPAL Agropecuária Cooperativa    

rodrigor@cotripal.com.br


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