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Já no ano que vem, avanço do setor deve ser bem menor, de 1,8%

Depois de uma temporada marcada pela supersafra de grãos, no ciclo de 2016/17, o diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luis Cornacchioni, acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) da Agropecuária deve apresentar alta de 14,4% no acumulado do ano. Pensando no médio prazo, a expectativa é que em 2018 o PIB do setor avance 1,8%, de volta ao nível de "normalidade". "Ao longo do ano que vem, os resultados do PIB podem estar mais próximos da estabilidade", avalia o diretor.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou as Contas Nacionais Trimestrais e informou que o PIB da Agropecuária registrou alta de 9,1% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2016. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, houve retração de 3%.

Para Cornacchioni, a colheita recorde do País, de 238 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), elevou a base comparativa na análise trimestral e ocasionou a queda. "Viemos de uma base muita elevada no início do ano, mas no acumulado estamos mostrando um bom desempenho, tanto no setor agrícola quanto no consumo das famílias. Além disso, acho positivo o retorno dos investimentos das empresas, que cresceu depois de quase 15 meses. Este cenário deve colaborar para que o PIB do País como um todo cresça 1% em 2017", explica o executivo.

Sobre a temporada de 2017/2018, o diretor afirma que o ritmo da safra está dentro dos padrões tradicionais, visto que 2017/2016 foi o ano considerado "fora da curva", extremamente positivo. A projeção é que a produção de grãos diminua algo entre 7 milhões e 8 milhões de toneladas, comparada com o ciclo anterior, porém, "isso não tende a significar que teremos PIBs negativos", conclui.

 

Estadão Conteúdo

Foto: Ivan Bueno/Divulgação




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