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Os trabalhos estão em linha com os últimos quatro anos, mas atrasados em relação aos 7,7% do mesmo período do ano passado

Levantamento da consultoria AgRural mostra que a colheita do milho de segunda safra atingiu nesta semana 4,9% da área cultivada, em linha com a média dos últimos quatro anos (4,6%), mas defasada em relação aos 7,7% registrados na mesma época do ano passado.

Fernando Muraro, sócio-diretor da AgRural, comenta que o tempo nesta semana predominantemente favorável à colheita, mas observa que o atraso das lavouras do Paraná e a alta umidade do grão em Mato Grosso impediram um avanço maior dos trabalhos.

Ele explica que o maior atraso ocorre no Paraná, onde o plantio do milho foi realizado mais tarde, devido ao alongamento do ciclo da soja e às chuvas do início do ano, que atrapalharam a colheita da oleaginosa.

Além de haver poucas lavouras de milho prontas, as chuvas das últimas semanas dificultaram a perda de umidade do grão. No oeste paranaense, apenas áreas pontuais foram colhidas. A boa notícia para os produtores é que o frio intenso no último fim de semana não chegou a causar danos”, diz a AgRural.

A consultoria relata que a semana de sol ajudou no avanço da colheita em Mato Grosso. “Mesmo assim, os 11,8% colhidos estão atrás dos 14,4% do mesmo período do ano passado. Por conta das chuvas frequentes do fim de maio e início de junho, algumas áreas estão demorando para perder umidade”, diz Muraro.

Segundo ele, com a previsão de tempo seco para as próximas semanas, parte dos produtores tem optado por aguardar para entrar com as colheitadeiras em campo, a fim de evitar descontos no preço do grão por excesso de umidade na hora da entrega.

A AgRural observa que nas regiões norte e oeste de Mato Grosso, cargas continuam chegando com grão avariado nos armazéns, mas o problema deve diminuir com o avanço da colheita. “Em Sorriso, a média dos primeiros talhões está em 130 sacas por hectare e tem agradado os produtores.”

Em Goiás, 1,8% da área está colhida, ante 6% no ano passado. Os trabalhos devem ganhar ritmo nos próximos dias, na medida em que mais lavouras forem ficando prontas. No sudoeste, a expectativa é de boa produtividade.

Em Mato Grosso do Sul, a colheita é pontual e ainda não chega a 1%. Na região sul, o frio do último fim de semana provocou geada fraca em áreas mais baixas de Ponta Porã. Não há relatos, porém, de danos à produtividade.

Em Minas Gerais, a colheita avança nas áreas irrigadas da região de Unaí, no noroeste, e nos talhões mais adiantados do Triângulo Mineiro. No total do estado, 2,4% da área de milho safrinha está colhida. Em São Paulo, a colheita ainda não começou.

No início de junho, a AgRural elevou sua estimativa de produção de milho safrinha no Brasil de 63,6 milhões de toneladas para 67,1 milhões. Uma nova estimativa será divulgada no começo de julho.

 

Redação GR

Foto: José Medeiros/Ed. Globo)




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