Jacto

A criação de um caminho ferroviário bioceânico, um dos projetos pretendidos pelo Governo do Paraná, vai reduzir em oito mil quilômetros a distância de grãos, commodities e outros produtos do Estado até os mercados da Ásia. Essa é uma das características centrais de um projeto que começa a ganhar corpo e simpatizantes entre autoridades, empresários e líderes cooperativistas paranaenses.

O corredor ferroviário bioceânico propõe ligar, por ferrovia, o Porto de Paranaguá a Antofagasta, no Chile, percurso que facilitará a chegada de produtos brasileiros ao outro lado do mundo. Em conversa com o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, o vice-governador Darci Piana, em visita nesta terça-feira ao 31º Show Rural Coopavel, afirmou que o corredor vai reduzir distância e diminuir custos à produção paranaense.

Dilvo Grolli é um entusiasta do projeto. Ele mandou instalar mapas com o traçado do corredor ferroviário por áreas estratégicas do parque que, nesta semana, recebe o Show Rural Coopavel. “Essa será a grande obra do século, porque vai aproximar os produtos do Paraná de um mercado consumidor formado por três bilhões de pessoas”. Ao mesmo tempo que abrirá um caminho pelo Oceano Pacífico, o projeto unirá e fortalecerá a economia dos países sul-americanos, aponta Piana.

R$ 300 milhões

Atualmente, o Oeste do Paraná exporta cinco milhões de toneladas de soja via Porto de Paranaguá. O custo do frete rodoviário, por tonelada, é de R$ 150. Com uma ferrovia bem estruturada, a redução de custos seria de R$ 60 por tonelada, significando R$ 300 milhões anualmente injetados na economia regional, gerando empregos, oportunidades e mais qualidade de vida. O porto, segundo Dilvo Grolli, precisa também ser fortalecido com as produções do Paraguai e Mato Grosso do Sul.

Piana informa que, além de fundamental, o corredor ferroviário bioceânico estimará a implantação de novas indústrias no Estado, abrindo a chance de ocupação e renda a muitas pessoas. “Com salário, elas vão consumir e dar impulso à economia de um dos principais entes da Federação”.

Legenda: O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e o vice-governador, Darci Piana

Crédito: Assessoria




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