Jacto

A quebra da safra de soja argentina em cerca de 20 milhões de toneladas e o acirramento das divergências comerciais entre China e Estados Unidos tiveram reflexo positivo sobre a cotação da soja brasileira no mercado internacional. Segundo o presidente da Agroconsult, André Pessôa, estes episódios representaram ganho de até US$ 1 por bushel na cotação da soja e também refletiram no aumento do prêmio pago pelo mercado e que deve fechar o ano em US$ 1,50 por bushel.

Acima – “Quando a safra foi plantada não havia expectativa tão positiva em relação aos preços, como agora. Aliás, esperava-se margem mais apertada que da safra passada”, disse Pessôa, ao falar para cerca de 30 participantes do Fórum Jurídico e de Mercado, promovido pela Ocepar e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), entre representantes de cooperativas agropecuárias do Paraná e técnicos das duas entidades do cooperativismo, para discutir assuntos pertinentes ao relacionamento comercial com clientes e também às perspectivas de mercado da soja e do milho nos mercados doméstico e internacional. O evento foi realizado na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, nesta quarta-feira (11).

Patamar – O presidente da Agroconsult disse ainda que, em função do cenário político nacional, recentemente o real teve uma desvalorização mais acentuada que o esperado em relação ao dólar, passando de R$ 3,20 para R$ 3,40. “Isso compõe preços em reais bem melhores do que se supunha no início da safra, tanto para a soja como para o milho”, acrescentou. Por isso, estimou que atualmente o preço das commodities depende mais da variação da taxa de câmbio do que a cotação na Bolsa de Chicago. “A nossa expectativa é de US$ 10,30 o bushel na atual e de US$ 10,50 o na safra 2018/19. São bons níveis de preços, que não devem variar muito.”

Milho – Pessôa apontou que a questão da produtividade do milho causa certa preocupação ao mercado, considerando inclusive que houve redução da produção da safra de verão no sul do país e atraso no plantio em algumas regiões, com redução de áreas como no Paraná e Mato Grosso do Sul. “O plantio fora do calendário e com menos tecnologia vão refletir na produtividade. Isso traz preocupação quanto à produtividade. Isso pode contribuir para redução mais rápida dos estoques domésticos, considerando que temos uma exportação garantida de 30 milhões de toneladas.  Temos estoques para atender a demanda interna, mas a virada de 2018 para o 2019 será bem menos confortável que a do período anterior”, previu, ao acrescentar que a estimativa do preço do milho no mercado internacional é de US$ 4 o bushel. O câmbio atual melhora a competitividade do cereal brasileiro no mercado internacional.

ICAgro – Pessôa, em companhia do analista Técnico e Econômico da OCB, João José Prieto, fez o anúncio prévio dos números do Índice de Confiança do Agronegócio (ICAgro) referente aos três primeiros meses de 2018, demonstrando que houve melhora na comparação com os indicadores do último Medido pelo Departamento do Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela OCB, O ICAgro do primeiro trimestre deve ser divulgado ainda nesta semana, segundo Prieto trimestre do ano passado. “Aliás, chegou a um patamar muito próximo dos níveis recordes já alcançados pelo índice, como fruto da conjunção de uma produtividade muito boa no Brasil, no caso da soja, por exemplo, e de preços bastante favoráveis, elevando o índice principalmente dos agricultores e do setor industrial pré-porteira, ou seja, do setor de insumos”, adiantou.




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