Jacto

A planta se apresenta aos animais em pastejo de variadas formas, onde se em determinado período a taxa de crescimento de pastagem excedeu o consumo dos animais e o pasto veio a sobrar, teremos bastante resíduo pós pastejo, animais capturando um pasto mais alto e geralmente com menor digestibilidade, o que pode reduzir consumo. Nestes casos precisamos acelerar a desfolha, seja com aumento de lotação, diferimento de alguns piquetes para conservação de forragem através de fenos e pré-secados ou simplesmente roçando.

Todos estes manejos de controle do excesso de crescimento possuem como uma das finalidades disponibilizar mais “folhas verdes em abundância”. Pelo contrário, a planta desenvolverá mais tecidos de sustentação, talos, estruturas reprodutivas; ocasionando a redução do “acesso” às folhas que são o alvo principal às vacas em pastejo.

Quando uma vaca realiza grande quantidade de movimentos de “bocado” em um reduzido espaço de área e tempo, e quando este bocado é rico em folhas verdes inteiramente disponíveis, teremos boa ingestão de material foliar com alta digestibilidade e consequentemente possibilitando alto consumo de matéria seca por tempo de pastejo.  
O comportamento ingestivo de uma vaca revela que esta consegue selecionar o que há de melhor em “qualidade” de forragem em determinada área de piquete com base na distribuição e arranjo da parte aérea das plantas, todavia, esta estruturação da forragem em questão vai determinar a “quantidade” de ingestão de uma pastagem conforme tempo de pastejo.  Piquetes que apresentam a mesma disponibilidade de massa de forragem podem se apresentar ao rebanho com diferentes combinações entre altura e densidade de plantas, gerando diferentes tipos de consumo e logicamente produções distintas. Precisamos melhorar o “acesso” até as folhas, manejando a pastagem de forma a reduzir ao máximo as estruturas indesejáveis (talos, entrenós).  


O diagnóstico desta disponibilidade é bastante prático, e ao colhermos uma planta temos que visualizar maior proporção de folhas em relação à talos (sempre); e para tal controle, precisamos aprimorar nossa visão referente aos momentos exatos de entrada e saída dos animais dos piquetes. Quanto à altura de saída, devemos respeitar 28% de altura de resíduo em relação à altura inicial de entrada, ou seja, como exemplo podemos citar uma pastagem de Capim Pioneiro com 80 cm de altura no momento de entrada dos animais, onde considerando este parâmetro, deveremos retirar os animais quando a altura de resíduo estiver em 22 cm. Basicamente precisamos encontrar o ponto de equilíbrio entre vaca e planta. Em momentos de alta taxa de crescimento de pastagens, devemos de forma rigorosa controlar os excessos maximizando o tempo de pastejo, acelerando a rotação nos piquetes, utilizando lotes de repasse que tenham menores exigências nutricionais, realizando roçadas ou utilizando de alguma técnica para conservação de forragem.  


Para forragens perenes de ciclo estival, precisamos de pelo menos um manejo de roçada no início da estação quente, onde começam as condições de umidade, temperatura e horas de luz favoráveis ao desenvolvimento dos pastos. Infelizmente a maioria dos produtores não faz este “preparo” da área perenizada, rebaixando ou nivelando a base de crescimento das plantas para posteriormente possibilitar às vacas, uma colheita eficiente através de grandes bocados de folhas verdes em seu momento vegetativo, ricas em digestibilidade e com bons teores proteicos. Para pastos de estivais de ciclo anual, as rocadas se tornam pouco frequentes, embora em momentos necessária, sendo que um dos principais erros de manejo se baseiam no sobre-pastejo ou sub-pastejo, bem como no escalonamento dos plantios, para que haja uma oferta mais constante de pasto no decorrer do verão. Conhecer a dinâmica dos sistemas de pastoreio exige muita visão da área como um todo, administrando tempo e espaço e certamente também, contando sempre com a ajuda do clima; na busca pela melhor oferta e pela melhor colheita das forrageiras utilizadas. 




Deixe seu comentário

Safeeds
Biotrigo

Facebook

Show Rural Coopavel
Matsuda
Bonetti Agronutri
Agral
Agrishow 2019
Oro Agri
Dispec
Cresol
Fankhauser