Jacto

As pastagens brasileiras estão abaixo da sua real possibilidade de produção, mesmo com a introdução de novas gramíneas, apresentando até, na maioria dos casos, algum estágio de degradação.

Com isso, vemos impactos negativos na capacidade de suporte das forrageiras e no desempenho dos animais na pecuária de corte, nos obrigando a trabalhar com baixas lotações e impedindo que os animais expressem seu potencial genético. Enquanto uma propriedade cuja pastagem apresenta sinais de degradação e baixa produção produz algo em torno de 2@/ha/ano, uma propriedade com pastagens em bom estado tem capacidade de produzir em média 16@/ha/ano, ou mais.

Desta maneira, é de extrema importância se atentar as condições que os animais estão submetidos, visando maior ganho de peso (kg PV/dia, kg PV/ha/ano – PV: peso vivo) e maior lotação (UA/ha, UA/ha/ano – UA: unidade animal), que juntos, determinam a produção animal por área e o resultado econômico da propriedade.

A estacionalidade de produção das plantas forrageiras é um dos principais fatores responsáveis pela baixa produtividade da pecuária nacional, por apresentar baixa produção em determinadas épocas do ano devido à falta de chuva, luminosidade e temperatura adequadas. Por isso, ferramentas como adubação de pastagens e estratégias de suplementação, se tornam atrativas para elevar os patamares de produção animal.

É importante salientar que, conforme se trabalha com maiores taxas de lotações, há uma tendência para a queda de desempenho dos animais. Porém, em condições adequadas, haverá maior produção por área. Nem sempre ganhar mais peso por animal (kg PV/dia) é a melhor estratégia, pois o resultado depende de quanto é produzido em determinada área. Desta forma, pode-se comparar com resultados com outras atividades agrícolas, as quais analisam o resultado em R$/ha. Trabalhar com tais índices ajudará o produtor a enxergar o quanto está produzindo e traçar metas e objetivos para melhorias e se tornar competitivo.

Produzir mais @/ha nos dias de hoje é essencial, especialmente para a diluição dos custos fixos e conseguir um custo unitário mais interessante e capaz de competir com as demais culturas agrícolas. No entanto, nem sempre ter grandes desempenhos e altas lotações são sinônimos de sucesso. Para isso, é necessário alinhar resultados zootécnicos com resultados econômicos.

Desta maneira, estudar estratégias que permitirão o aumento do ganho de peso dos animais, uma vez que nem sempre as forrageiras são capazes de suprir as necessidades dos mesmos, e aumentar a capacidade de suporte das mesmas, permitindo maior taxa de lotação e produção de @/ha, se torna interessante, posto que possibilitem aumento na produtividade e resultado econômico, quando adotadas de forma correta.

 

Artigo publicado na Folha Agrícola na edição de Janeiro de 2017

 Vitoriano Dornas, Veterinário e Bruno Gottardi, Eng. Agrônomo - Equipe Rehagro




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