Jacto

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, considerando a necessidade de esclarecimentos sobre o risco à saúde pública do mormo, informa:

Mormo ou lamparão: doença infecto-contagiosa que acomete os equídeos (cavalos, burros e mulas), e pode ser transmitida eventualmente a outros animais e ao homem. É causada pela bactéria Burkholderia mallei, e pode ser transmitida pelo contato com animais infectados, fômites contaminados, tecidos ou culturas bacterianas em laboratórios.

Transmissão: a bactéria entra no organismo através da pele e das mucosas dos olhos e nariz. Profissionais que manejam estes animais, ou manipulam amostras contaminadas (veterinários, tratadores de equinos, funcionários de abatedouros e laboratoristas), têm maior risco de contrair a doença.  

Sintomas no homem: Os sintomas no homem são febre, dores musculares, dor no peito, rigidez muscular e cefaleia. Podem ainda ocorrer lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e diarreia. As manifestações clínicas podem ser classificadas, de acordo com a forma de infecção, em:

 - Infecção localizada: a penetração se dá a partir de um corte ou um arranhão na pele. Uma infecção localizada, com ulceração, pode se desenvolver entre 1 a 5 dias, no local de penetração da bactéria. Hipertrofia dos gânglios linfáticos também pode ocorrer. Infecções envolvendo as mucosas dos olhos, nariz e trato respiratório poderão causar aumento da produção de muco nos locais afetados.

- Infecção pulmonar: quadro de pneumonia, abscessos pulmonares e derrame pleural podem ocorrer.

- Infecção generalizada: pode ocorrer septicemia dentro de 7 a 10 dias, que é geralmente fatal quando não tratada.

- Infecções crônicas: envolvem múltiplos abscessos, que podem ocorrer nos músculos dos membros inferiores e superiores, no baço ou no fígado.

 Vigilância Epidemiológica em casos humanos: Casos humanos suspeitos deverão ser notificados ao Ministério da Saúde, por meio de ficha de notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponível no endereço eletrônico:

http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/novo/Documentos/SinanNet/fichas/Ficha_conclusao_v5.pdf

 Prevenção e Controle: A prevenção em seres humanos baseia-se no manejo do ambiente e controle animal, cujas orientações são normatizadas pelo órgão de saúde animal, do Ministério da Agricultura (Instrução normativa da Secretaria de Defesa Agropecuária nº 24, de 5 de abril de 2004).

Como orientação, em casos suspeitos em animais, a Adapar deve ser notificada imediatamente por meio do Form notifica, que deve ser encaminhado à Unidade Local da Adapar mais próxima.

Para manipulação de equinos sintomáticos sob a suspeita de Mormo os EPIs são para aerossol e contato. Máscara N95, avental, luva, óculos de proteção, botas e adoção de medidas de higiene como lavagem das mãos após manipulação dos equinos.

Atenção especial deve ser dada a todos que cuidam de animais ou trabalham com espécimes suspeitos de infecção (veterinários, tratadores de animais, magarefes, profissionais de laboratório). Todos devem ser orientados a utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) tais como luva, máscara, óculos e avental.

Fonte: Adapar




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