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Apesar do aumento no período, volume de amêndoas recebido em 2021 ainda está abaixo da moagem, o que significa um déficit de mais de 13 mil toneladas

As indústrias processadoras de cacau registraram um aumento no recebimento de cacau durante a safra temporã no Brasil, que se iniciou em maio e encerrou em setembro. Durante o período, o volume total de amêndoas recebido pelas moageiras cresceu 29,4% em comparação a 2020, de acordo com os dados divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) com base no levantamento do SindiDados. As associadas à AIPC receberam 132.382 toneladas de amêndoas na safra temporã de 2021, enquanto no mesmo período do ano passado, os produtores brasileiros entregaram 102.256 toneladas.

 

O bom desempenho da safra temporã se deveu principalmente à Bahia cujo recebimento chegou a 94.534 toneladas, alta de 73,4% em comparação às 54.500 toneladas de 2020. Já o recebimento do Pará caiu 24% de 45.279 toneladas para 34.371 toneladas. A moagem nesse período cresceu 13,8%, passando de 81.593 toneladas em 2020 para 92.899 toneladas na temporada 2021.

 

Acumulado do ano

 

Embora o saldo de recebimento de amêndoas brasileira entre janeiro e setembro tenha crescido 8%, o volume ainda é menor que a capacidade de moagem da indústria nacional. Nesse período, as indústrias receberam 153.559 toneladas de cacau ante 142.027 toneladas em 2020. O recebimento de amêndoas da Bahia teve alta de 44%, passando de 75.502 para 108.621 toneladas, enquanto a produção no Pará caiu 36%, chegando a 39.778 toneladas. Apesar do aumento total, a diferença entre o volume recebido e a moagem das processadoras representou um déficit de 13.409 toneladas. No mesmo período, a moagem de amêndoas cresceu 7%, evoluindo de 156.474 toneladas para 166.968 toneladas.

 

Em decorrência do déficit entre a entrega total e a moagem, o setor importou 46.757 toneladas no acumulado de 2021. O volume importado serve principalmente para complementar a demanda da indústria e atender aos clientes internacionais.

 

De janeiro a setembro, as associadas à AIPC exportaram 40.516 toneladas de derivados de cacau, um avanço de 13% em relação às 35.863 toneladas vendidas ao exterior no mesmo período do ano passado; em setembro, a exportação foi de 3.754 toneladas. No mês passado, os principais países compradores foram Argentina (53,51%), Chile (19.05%) e Estados Unidos (14,15%).  

 




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