Solução complementa portfólio que conta com quantificação de gases de efeito estufa
A Tractebel, uma das líderes globais em consultoria em engenharia e meio ambiente, está lançando uma solução – desenvolvida pelo time da empresa no Brasil – que permite avaliar os aspectos relacionados ao capital natural em torno de qualquer empreendimento de infraestrutura como usinas, mineradoras, rodovias, entre outros, bem como seus impactos à biodiversidade.
Nos últimos anos, o impacto da biodiversidade tem sido objeto de estudo e mensuração por parte de especialistas e empresas – estas últimas têm ido além da mensuração do carbono, e incluindo o impacto à diversidade ambiental em suas metas ESG. E isso tem ocorrido porque a perda da biodiversidade tem sido considerada um dos maiores riscos aos negócios, impactando a alimentação, desenvolvimento de medicamentos, e até mesmo aumentando o risco da disseminação de novas e desconhecidas doenças.
“Quando uma empresa, por exemplo, troca um modelo de geração térmica por um eólico, imediatamente a geração de milhões de toneladas de carbono são evitadas. A contabilização disso é automática – e já existem diversas metodologias bem alicerçadas para isso. Mas quando a questão é a biodiversidade do entorno, essa questão torna-se muito mais complexa”, explica Cláudio Maia, CEO da Tractebel América do Sul.
Para fazer essa avaliação, a Tractebel está aplicando a modelagem de dados de sistemas ambientais – que deu origem, inclusive, a uma das ferramentas desenvolvidas dentro da solução, que permite o mapeamento da linha de base da biodiversidade do local do empreendimento que, em resumo, analisa a perda da biodiversidade e indica quais ações precisam ser implementadas para garantir seu ganho líquido.
Maia cita como exemplo a análise de um empreendimento na Amazônia, onde a complexidade do bioma da região exige um estudo mais aprofundado. “Avaliamos a vegetação local, o tipo de reflorestamento ou tratamento que pode ser dado às espécies que estão lá. Avaliamos também se essas espécies são suscetíveis à ação humana, alterações temporárias durante as construções, entre outros detalhes. Se a empresa não consegue resolver a geração residual de carbono por meio da engenharia, existem opções de compensação, que podem incluir até reflorestamento em outras regiões do país”, afirma Maia. “Tudo isso é apresentado de forma gráfica e parametrizada.”
Dados para tomada de decisão
A nova solução conta com a etapa de avaliação da biodiversidade local e modelos preditivos dos impactos que serão gerados. Em uma segunda etapa, os gestores podem refinar modelos de custo para estabelecer as ações necessárias a fim de garantir a preservação da biodiversidade, e o usuário da ferramenta consegue consultar os dados e testar modelos distintos para avaliar quais serão os resultados antes de definir as ações que serão realizadas, seja o replantio de árvores ou o apoio e manutenção de uma unidade de conservação do Grupo de Proteção Integral de posse e domínio público.
De acordo com Maia, o mapeamento da linha de base da biodiversidade do local do empreendimento permite ao seu responsável conduzir quase que sozinho as intervenções a serem feitas e ver o impacto no modelo. “Mas se for necessário ter dados mais refinados ou projeções mais longas é possível contar com a consultoria da Tractebel. A solução auxilia as empresas a adotarem boas práticas de reposição e replantio para preservar o ecossistema do local, que deve ser no mínimo igual ao que será perdido”, explica.
A nova ferramenta complementa o portfólio de soluções de software da Tractebel para medir o impacto ambiental de empreendimentos de infraestrutura e que já conta com o serviço de quantificação de gases de efeito estufa (GEE), que foi recentemente atualizada para permitir aos gestores estimar as ações necessárias para que o empreendimento alcance o net zero, entendendo o que é preciso fazer e em qual prazo, para que essas emissões sejam reduzidas ao máximo.
O serviço de quantificação de GEE, da Tractebel, mede as emissões segundo a metodologia do GHG Protocol (Protocolo dos gases de efeito estufa) e considera os Escopos 1 emissões diretas provenientes de fontes que pertencem ou são controladas pela organização; 2 emissões indiretas provenientes da aquisição de energia elétrica e/ou térmica; e 3 emissões indiretas provenientes das atividades da organização, mas ocorrem em fontes que não pertencem ou não são controladas pela organização.
A solução já tem sido usada pela ENGIE, multinacional de energia elétrica, possibilitando avaliar as emissões geradas nos empreendimentos de acordo com os Escopos 1,2 e 3, e as ações que podem ser realizadas como soluções de plantio, manutenção da vegetação nativa, restauração de vegetação, entre outras, para a empresa alcançar o net zero.
“As boas práticas em ESG são levadas em consideração para a formalização de parcerias ou contratos e concessão de financiamentos. Para isso, é preciso contar com dados confiáveis, que possam ser auditados por uma entidade certificada. As empresas que fazem esse trabalho se anteciparam ao que a COP30 vai anunciar: a necessidade de ser net zero em carbono e cuidar de outros aspectos, dentre eles, a biodiversidade”, finaliza o executivo.
Sobre a Tractebel
A Tractebel é uma multinacional de consultoria em engenharia que desenvolve soluções integradas para projetos sustentáveis de energia, infraestrutura, saneamento, hidrologia, geotecnia, nuclear e meio ambiente. Apoiada por 160 anos de experiência combinados com conhecimentos locais a Tractebel é capaz de solucionar projetos complexos orientados para neutralização de carbono. Ao conectar estratégia, engenharia e gestão de projetos, a comunidade de mais de 5.600 especialistas ajuda empresas e autoridades públicas a criar um impacto positivo em direção a um mundo sustentável, onde as pessoas, o planeta e os negócios prosperam coletivamente. Possui escritórios na Europa, Oriente Médio, América do Norte e do Sul, e faz parte do Grupo ENGIE, referência global em energia e serviços de baixo carbono.
Mais informações visite: https://tractebel-engie.com.br/pt