O Sudoeste do Paraná encerrou a colheita do milho safrinha com resultados considerados positivos. De acordo com Antoninho Fontanella, técnico agrícola da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a área plantada chegou a 76 mil hectares, já totalmente colhidos, com uma produtividade média de 6 mil quilos por hectare.
Segundo Fontanella, alguns municípios superaram essa média devido às boas condições climáticas, embora outros tenham registrado perdas pontuais pela falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro, fevereiro e março. “Mesmo assim, o saldo foi muito bom, dentro da média geral da região”, destacou.
Além do milho para grãos, a produção de silagem também foi expressiva. Foram aproximadamente 40 mil hectares cultivados, com produtividade estimada entre 45 e 48 toneladas por hectare, patamar superior aos registrados em anos anteriores, quando a média variava entre 30 e 35 toneladas.
Trigo em avaliação
Paralelamente, a colheita do trigo está em fase inicial no Sudoeste. As primeiras áreas colhidas foram justamente as mais atingidas pela geada de 25 de junho, resultando em perdas significativas e produção de triguilho. A Seab deve apresentar um levantamento mais completo da produtividade até o fim de setembro.
Safra 2025/26 começa
Com o fim do vazio sanitário da soja em 10 de setembro, o Sudoeste do Paraná já se prepara para o início do plantio da safra 2025/26. De acordo com Fontanella, as previsões de área são as seguintes:
- Soja: entre 308 mil e 310 mil hectares;
- Milho 1ª safra (grão): cerca de 16 a 17 mil hectares;
- Feijão: aproximadamente 3 mil hectares.
“Já temos milho e feijão sendo plantados, e a soja deve iniciar logo após o fim do vazio sanitário. Muitos produtores provavelmente anteciparão o preparo e devem começar entre os dias 7 e 9 de setembro”, explicou o técnico.
Expectativas e preços
Apesar dos bons números produtivos, o mercado tem sido motivo de preocupação. Fontanella ressalta que os preços do milho, soja e feijão estão abaixo do esperado pelos produtores, o que gera incertezas na comercialização. “A expectativa é de preços melhores, mas até o momento as cotações não reagiram conforme a necessidade do produtor”, observou.