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6 de janeiro de 2026 - 13:49h

A Folha Agrícola

Fiep se posiciona contrária ao aumento do ICMS sobre os combustíveis

Entidade afirma que elevar a tributação dos combustíveis impõe um custo imediato e generalizado ao setor produtivo e ao consumidor

Aumento do ICMS começou a valer no dia 1º de janeiro e aumenta o custo do frete para o setor produtivo.

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) é total e veementemente contrária a qualquer aumento de impostos especialmente sobre combustíveis, que são insumo estratégico e base de praticamente toda a economia. O Conselho Nacional de Política Fazendária aumentou o valor do tributo, que entrou em vigor na última quinta-feira (1º de janeiro). No caso da gasolina, a alíquota específica do imposto teve aumento de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. Já no diesel, a elevação foi de R$ 0,05 por litro, de R$ 1,12 para R$ 1,17.

Elevar a tributação dos combustíveis impõe um custo imediato e generalizado ao setor produtivo e ao consumidor. O efeito é direto: aumenta o custo do transporte e da logística, encarece matérias-primas e insumos, reduz margens, compromete a competitividade e freia investimentos, com impacto em emprego, renda e crescimento.

Não é aceitável que empresas e famílias continuem sendo chamadas a pagar a conta sempre que o poder público busca ampliar arrecadação. A lógica de “arrecadar primeiro e ajustar depois” penaliza quem produz, quem trabalha e quem consome e alimenta um ciclo de preços mais altos e menor dinamismo econômico.

O caminho responsável é outro: corte de desperdícios, eficiência do gasto, revisão de prioridades, gestão fiscal séria e previsibilidade. A sociedade precisa de um Estado mais enxuto e mais eficiente, e de um ambiente de negócios estável, que estimule produtividade e investimento.

A FIEP reafirma: aumentar imposto não é solução. Riqueza e prosperidade nascem do cidadão e de quem empreende não do aumento permanente da carga tributária.