Certificação registra avanço no Sul do país e embarca 263,31 toneladas de carne para mercados internacionais
O Programa Carne Certificada Hereford, da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), encerrou 2025 com crescimento geral de 5,04% em relação ao ano anterior. Conforme a entidade, o resultado é atribuído à ampliação do número de certificações, criadores participantes e o fortalecimento da marca Hereford junto à cadeia produtiva.
No Rio Grande do Sul, o programa registrou crescimento de 8% ao longo de 2025, retomando a expansão após um período de estabilidade. De acordo com a ABHB, o desempenho está relacionado à retomada da expansão no estado após alguns anos de estabilidade, evidenciando o impacto das ações de fortalecimento do programa, da aproximação com os produtores e da valorização da carne certificada no mercado gaúcho.
Em Santa Catarina, o programa fechou o ano com crescimento de 3,7%. Na avaliação da associação, ao considerar os resultados de 2024 e 2025, o estado acumula crescimento de 32%, movimento que acompanha o aumento da adesão de criadores e o avanço dos registros da raça no estado.
O gerente executivo da ABHB e gerente do programa, Felipe Azambuja, afirma que os resultados de 2025 refletem o trabalho desenvolvido pela associação em conjunto com os parceiros. “O crescimento acompanha o aumento no número de criadores, o trabalho de base e o avanço dos registros, especialmente em Santa Catarina, onde esses indicadores evoluem de forma integrada”, avalia.
Outro ponto destacado pela ABHB em 2025 foi o crescimento das exportações de carne Hereford certificada, que totalizaram 263,31 toneladas embarcadas ao longo do ano. As cargas tiveram como destino Maldivas, Portugal, México, Itália, Holanda, Canadá e Suíça, mercados que, segundo a entidade, vêm ampliando a demanda por carne bovina com origem identificada.
Os embarques incluíram cortes do traseiro e do dianteiro, como picanha, bife de vazio, contra filé, filé mignon, filé de costela, alcatra, patinho, lagarto e raquete, atendendo diferentes exigências comerciais dos mercados internacionais, segundo a ABHB.
Foto: Gustavo Rafael/Divulgação
Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective