A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã pode afetar de 30% a 40% das exportações brasileiras de carne bovina, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Embora o Oriente Médio represente cerca de 10% do destino final da carne, os portos da região são estratégicos para embarques rumo à Ásia, incluindo a China, principal compradora do produto brasileiro.
Navios já aguardam em alto-mar sem poder atracar, e empresas de transporte passaram a cobrar “taxa de guerra” de até US$ 4 mil por contêiner, encarecendo e até inviabilizando operações. O impacto pode chegar a 1 milhão de toneladas em 2026, gerando preocupação no setor.
Sem alternativas logísticas imediatas, frigoríficos avaliam até reduzir o ritmo de abates, o que pode pressionar o preço do boi e afetar toda a cadeia produtiva.
O setor vive bom momento sanitário, mas enfrenta um cenário geopolítico cada vez mais desafiador.