A escalada do conflito no Oriente Médio já começou a afetar diretamente o agronegócio brasileiro. Uma empresa exportadora de carne teve custos extras milionários após mudanças nas rotas marítimas e aumento nas tarifas de transporte internacional.
O problema surgiu depois que companhias de navegação suspenderam ou restringiram o tráfego de navios em áreas consideradas de risco, como o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio mundial. Com isso, cargas refrigeradas tiveram que mudar de rota ou enfrentar taxas adicionais de “risco de guerra”.
Essas taxas podem chegar a US$ 3.500 por contêiner refrigerado, além de custos logísticos maiores e atrasos nas entregas.
Para continuar atendendo clientes do Oriente Médio — um dos principais destinos da proteína brasileira — exportadores estão sendo obrigados a desviar navios pelo sul da África, aumentando o tempo de viagem e o custo do frete marítimo.
O impacto preocupa o setor, já que o Oriente Médio representa cerca de 25% das exportações brasileiras de carne de frango, além de ser um mercado relevante também para a carne bovina.
Especialistas alertam que, se o conflito se prolongar, o efeito pode ir além da logística. O aumento do preço de insumos como fertilizantes e combustíveis também pode pressionar os custos de produção no campo e reduzir a competitividade das exportações brasileiras.
Mesmo distante do conflito, o Brasil sente os efeitos da guerra — mostrando como crises geopolíticas podem impactar diretamente o agro e o preço dos alimentos no mundo.
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🌎 Uma guerra a milhares de quilômetros já está encarecendo o agro brasileiro.
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