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11 de março de 2026 - 6:54h

A Folha Agrícola

Diesel sobe no pico da safra e conflito internacional aumenta pressão nos custos

O escoamento da safra brasileira de grãos já enfrenta fretes mais caros em 2026, justamente no período de maior movimentação da produção. Agora, o cenário internacional pode intensificar ainda mais essa pressão sobre os custos logísticos do agronegócio.

A escalada do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos provocou alta no preço do petróleo no mercado internacional. Esse movimento tende a refletir diretamente no diesel, combustível que representa cerca de 35% do custo operacional do transporte rodoviário, principal modal usado para escoar grãos no Brasil.

Especialistas alertam que o aumento do petróleo pode resultar rapidamente em fretes mais caros, especialmente em momentos de grande demanda logística, como o atual período de colheita e transporte da safra de soja.

O impacto ocorre justamente quando o país precisa movimentar um volume gigantesco de produção. A safra brasileira deve superar 340 milhões de toneladas de grãos, o que já pressiona a disponibilidade de caminhões e a capacidade logística do país.

Além disso, alguns gargalos logísticos também contribuem para elevar os custos, como problemas de acesso aos portos do Arco Norte, especialmente na região de Miritituba (PA), rota importante para o escoamento da soja do Centro-Oeste.

Para analistas do setor, a combinação de demanda elevada por transporte, diesel mais caro e volatilidade cambial pode afetar toda a cadeia do agronegócio, desde o custo de produção até o preço final dos alimentos.

Apesar do cenário de alerta, o setor acompanha os desdobramentos do conflito internacional e do mercado de combustíveis para avaliar até que ponto essas altas poderão impactar o escoamento da safra brasileira nos próximos meses.