fbpx

10 de março de 2026 - 14:42h

A Folha Agrícola

Guerra pressiona energia e logística global e reforça importância da eficiência no uso de fertilizantes

A escalada das tensões no Oriente Médio e os recentes desdobramentos envolvendo o Irã reacenderam alertas sobre a segurança das cadeias globais de suprimento, especialmente no mercado de fertilizantes. A região é estratégica principalmente pelo impacto sobre o mercado global de energia e pelas rotas marítimas internacionais, que influenciam diretamente os custos de produção e transporte de fertilizantes, especialmente os nitrogenados, cuja fabricação depende intensamente de gás natural como principal matéria-prima.


Com a instabilidade geopolítica e a possibilidade de interrupções logísticas, analistas já projetam aumento nos preços internacionais dos fertilizantes, pressionando ainda mais os custos de produção agrícola, especialmente em países altamente dependentes de importação, como o Brasil.
Nesse contexto de incerteza externa, tecnologias capazes de reduzir a dependência de volumes elevados de fertilizantes convencionais passam a ocupar posição estratégica. É nesse cenário que a nutrifisiologia vegetal, desenvolvida no Brasil pela Agrilife Solutions, empresa do Grupo Casa Bugre, ganha relevância.
A agricultura brasileira está entrando em uma nova fase, impulsionada não apenas pelo avanço tecnológico, mas também pela necessidade de maior eficiência produtiva em um ambiente global mais instável. Se antes o debate girava em torno de produtividade e sustentabilidade, agora soma-se um terceiro vetor: resiliência econômica frente às crises internacionais.


Para atender a esse novo cenário, o setor agrícola precisou se reinventar. O desenvolvimento de tecnologias que permitem produzir mais com menor uso de insumos importados começou a ser priorizado, e a nutrifisiologia é um exemplo claro dessa nova agricultura 6.0. Por meio de soluções que promovem a melhoria da absorção e metabolização dos nutrientes via estimulação de efeitos fisiológicos, essa tecnologia vem proporcionando menor impacto ambiental, aumento da produtividade e maior rentabilidade para o agricultor, com uso mais racional de fertilizantes.


Diferentemente da nutrição convencional, que se limita ao fornecimento de nutrientes, a nutrifisiologia atua diretamente sobre os processos fisiológicos das plantas, aprimorando absorção, transporte e metabolização dos elementos nutricionais. O desempenho dessas estratégias é mensurado pelo Nutrient Use Efficiency (NUE), ou Eficiência no Uso de Nutrientes, indicador que mede quanto da quantidade de fertilizante aplicada é efetivamente convertida em ganho produtivo. Em termos práticos, quanto maior o NUE, maior a produtividade obtida por unidade de nutriente aplicado, reduzindo desperdícios, perdas ambientais e custos por hectare.


Em um cenário de alta nos custos dos fertilizantes e pressão logística internacional, elevar o NUE significa reduzir a vulnerabilidade do produtor às oscilações externas e à dependência de insumos importados.
Atenta a essa demanda do campo, a Agrilife Solutions vem ampliando seu portfólio de soluções nutrifisiológicas de quarta geração. Após a consolidação dos produtos AgBasis e AgFortis, a empresa anunciou o lançamento dos fertilizantes foliares AgGranum e AgMaturis, ampliando sua atuação em diferentes fases e culturas agrícolas.


As soluções são desenvolvidas com a tecnologia proprietária C-DOT Drive®, baseada no uso de nanopartículas de carbono entre 3 e 5 nanômetros, que se ligam eletrostaticamente aos nutrientes. Essa interação aumenta estabilidade, solubilidade e eficiência de absorção, transformando os fertilizantes em uma nutrição funcional, fisiologicamente ativa e de alta precisão.
Segundo a empresa, a tecnologia atua por dois mecanismos sinérgicos: o carreamento direto dos nutrientes até o interior das células vegetais, reduzindo perdas por lixiviação e fixação no solo, e a ativação de sistemas de transporte celular, como as enzimas H⁺-ATPases, que ampliam a absorção e aceleram o metabolismo nutricional.


Essa combinação resulta em índices de NUE até oito vezes superiores à média de mercado, permitindo o uso de doses significativamente menores, com reflexos diretos na redução do consumo de matéria-prima, embalagens, custos logísticos e emissões associadas à produção e transporte de fertilizantes.
“A atual conjuntura internacional reforça a importância da eficiência. Quanto maior a produtividade com menor uso de fertilizantes, menor a exposição do produtor às oscilações globais. A ciência reconhece o NUE como o principal indicador de eficiência agronômica, econômica e ambiental. É exatamente isso que a tecnologia C-DOT Drive® entrega”, afirma Everton Molina Campos, diretor de Marketing & Inovação da Agrilife Solutions.


Resultados de campo demonstram ganhos expressivos em diferentes culturas. Em tomate, o AgBasis proporcionou incrementos produtivos de até oito toneladas por hectare, com aumento superior a 800% na eficiência de absorção nutricional. O AgFortis elevou a absorção de nutrientes em quase 80% e praticamente dobrou a produtividade em aplicações via fertirrigação.


Os lançamentos mais recentes ampliam essas aplicações. O AgGranum, indicado para enchimento e padronização de grãos em culturas como soja e feijão, apresentou incrementos de até 11 sacas por hectare, com NUE de até 783%. Já o AgMaturis, voltado à maturação uniforme de frutos como tomate e morango, registrou ganhos de até 12,9 toneladas por hectare, além de melhorias na padronização e qualidade comercial.


Além dos ganhos produtivos, a adoção da nutrifisiologia vegetal contribui para a redução de perdas por lixiviação, da emissão de gases como o óxido nitroso (N₂O) e dos riscos de contaminação de solos e aquíferos. O menor volume aplicado e a alta eficiência de conversão nutricional fortalecem práticas alinhadas à agricultura regenerativa e de baixo carbono.


Em um momento em que conflitos internacionais pressionam custos logísticos e expõem a dependência global de insumos estratégicos, tecnologias nacionais que ampliam a eficiência no uso de fertilizantes passam a representar não apenas avanço técnico, mas um diferencial competitivo para o agro brasileiro.
As tensões no Oriente Médio impactam principalmente o mercado global de energia e as principais rotas marítimas internacionais, fatores que influenciam diretamente o custo de produção e transporte de fertilizantes nitrogenados. Em um ambiente de volatilidade geopolítica, eficiência no uso de nutrientes passa a ser não apenas uma questão agronômica, mas também uma estratégia econômica.


Presente em cerca de 80% do território nacional, a Agrilife Solutions integra o Grupo Casa Bugre, que há mais de quatro décadas atua no agronegócio com foco em inovação, solidez e compromisso com uma agricultura em favor da vida.