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1 de abril de 2026 - 11:44h

A Folha Agrícola

Cenário externo instável muda dinâmica das exportações de madeira em 2026

Em um ambiente de incertezas, empresas buscam maior segurança nas negociações e fortalecem parcerias comerciais no mercado internacional.

A instabilidade econômica internacional, somada às oscilações cambiais e às tensões geopolíticas, tem ampliado o nível de incerteza no comércio global. Para empresas brasileiras que atuam na exportação de madeira, esse cenário tem impactado diretamente a capacidade de planejamento e tomada de decisão, especialmente em negociações que envolvem prazos, preços e logística.

Segundo Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, a combinação de fatores recentes tem contribuído para esse ambiente de insegurança. “Está difícil prever o próximo passo. A guerra envolvendo os EUA e o Irã, a instabilidade no preço do petróleo, a volatilidade do dólar e o vai e vem das tarifas comerciais dos Estados Unidos criam um cenário delicado. Isso afeta diretamente a confiança e o planejamento dos exportadores”, afirma.

Em 2026, os exportadores de madeira abriram novos mercados e esse movimento deve ser ainda mais fortalecido devido ao avanço do acordo entre União Europeia e Mercosul. “A perspectiva de novas oportunidades comerciais para o setor e a possível ampliação do acesso a mercados europeus tende a estimular o interesse de exportadores brasileiros, porém também impõe um novo nível de exigência em termos de organização, competitividade e previsibilidade nas operações e sobretudo em legalidade, com a iminência do EUDR”, acrescentou.

Relações sólidas são base para se continuar exportando.

Diante desse contexto, observa-se um volta a um comportamento muito comum no em um passado próximo: a busca por parceiros comerciais. A prioridade volta a ser a construção de relações comerciais mais seguras e estruturadas, com maior atenção à previsibilidade de preços e prazos, além da redução de riscos ao longo das negociações.

De acordo com Milazzo, esse movimento já é perceptível no dia a dia das negociações. “Em conversas com exportadores e compradores ao redor do mundo, temos observado uma valorização crescente de relações sólidas. A troca de informações, o alinhamento entre as partes e a transparência nunca estiveram tão presentes como agora. Sinto que a demanda não é apenas por suprir estoques, mas sim em estabelecer parcerias”, diz.

Esse movimento ocorre em um contexto de transformação do comércio internacional, em que empresas buscam maior previsibilidade e segurança nas operações, ao mesmo tempo em que se preparam para aproveitar novas oportunidades de acesso a mercados. “2025 ensinou o empresário brasileiro a ser resiliente e acredito que este ano teremos o foco maior em futuro e relações comerciais mais duradouras”, finalizou Gustavo.

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Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

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