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2 de abril de 2026 - 15:07h

A Folha Agrícola

Salmonella pode circular nas granjas sem sinais e afetar a saúde dos suínos

Doença provoca diarreia, febre e queda no desempenho dos animais

A bactéria Salmonella spp. é bastante conhecida pelos suinocultores e é motivo de atenção permanente nas granjas. Um dos desafios é que os animais podem carregar o microrganismo sem apresentar sinais claros da doença, o que facilita sua circulação no ambiente. Estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizado com suínos no momento do abate encontrou a bactéria em 19% a 67% dos linfonodos avaliados e em 18,3% a 23,8% das amostras fecais, indicando que a salmonela pode estar presente em animais mesmo sem sintomas aparentes.

“Entre os tipos mais associados aos suínos estão Salmonella Choleraesuis e Salmonella Typhimurium. A transmissão ocorre quando os animais ingerem água, ração ou entram em contato com ambientes contaminados por fezes. A bactéria pode se espalhar pela propriedade com a ajuda de roedores, insetos e aves, o que reafirma a importância de medidas de biosseguridade”, alerta Mariana Franco de Oliveira, coordenadora de produto da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

Mariana informa que os sinais clínicos podem variar bastante. “Em leitões e animais jovens, é comum observar diarreia, que às vezes vem acompanhada de muco ou até sangue. Também podem aparecer desidratação, perda de apetite e queda no ganho de peso. Em quadros mais graves, os suínos apresentam febre alta, apatia e dificuldade respiratória. Sem o tratamento correto, a doença pode levar à mortalidade, com grandes prejuízos ao produtor”, destaca.

O controle da salmonelose passa por um conjunto de medidas na granja, como limpeza das instalações, controle de pragas e acompanhamento da saúde do lote. Segundo Mariana Franco, a rapidez na identificação dos casos faz diferença. “Quando a bactéria entra no sistema, ela se espalha com facilidade. Por isso, o produtor precisa ficar atento aos sinais clínicos e agir rápido para evitar que o problema aumente e saia do controle”, recomenda a especialista da MCassab.

Quando a doença é diagnosticada, o tratamento deve ser feito com orientação do médico-veterinário. Entre as soluções disponíveis está Tilosin ST, da MCassab Nutrição e Saúde Animal, antimicrobiano administrado via ração composto por tilosina, sulfadimidina e trimetoprim.

Mariana Franco explica que a associação dos três compostos aumenta o espectro de ação frente a bactérias na produção animal. “A combinação entre tilosina, sulfadimidina e trimetoprim apresenta efeito sinérgico, o que contribui para o controle de infecções bacterianas no trato digestivo dos suínos, incluindo aquelas associadas à Salmonella. É um manejo eficaz de uma doença que está presente e causa muitos problemas“, conclui Mariana.

Sobre a MCassab – O Grupo MCassab é uma organização familiar nacional, fundada em 1928, com administração profissional, que distribui ao mercado brasileiro e latino-americano. Com matriz em São Paulo (SP), a empresa está presente nas grandes capitais do Brasil, além de escritórios na Argentina, Paraguai, Uruguai, Colômbia, China e Índia. O negócio de Nutrição e Saúde Animal é um dos maiores do Brasil, atuando com especialidades e ingredientes para avicultura, suinocultura, pecuária de corte e leite, aquacultura e petfood. A Fider Pescados, que se dedica à criação e ao desenvolvimento de produtos a partir da tilápia. O negócio de Distribuição atende à área industrial com o fornecimento de matérias-primas para cosméticos, limpeza doméstica e institucional, farmacêutica, veterinária, química e agrícola. A NUTROR oferece pré-misturas customizadas ao mercado de alimentos, bebidas, suplementos e nutrição clínica. Mais informações: www.mcassab.com.br.