O Paraná, maior produtor nacional de feijão, enfrenta uma situação preocupante após a combinação de estiagem prolongada e fortes geadas atingir as lavouras da segunda safra. A produção estimada caiu para apenas 332,1 mil toneladas, representando uma quebra de 38% em relação ao ciclo anterior.
As regiões Centro e Sudoeste do estado estão entre as mais afetadas. Segundo produtores, as geadas registradas em meados de maio atingiram as plantações em fase crítica de formação dos grãos, causando perdas severas. Em algumas áreas de feijão-preto, os prejuízos ultrapassam 50%.
Além da seca reduzir o potencial produtivo das lavouras, o frio intenso agravou ainda mais a situação no campo. O reflexo já começa a aparecer no mercado, com alta nos preços do feijão carioca e preocupação com possível necessidade de importação de feijão-preto para abastecer o país.
O cenário preocupa produtores, consumidores e o setor agropecuário, já que o feijão é um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros. Especialistas alertam que a instabilidade climática vem aumentando os desafios para a produção agrícola no Sul do país.