A valorização do bezerro continua pressionando os custos da pecuária de corte no Brasil. Em algumas das principais regiões produtoras, o preço médio do animal de reposição já supera R$ 3.377 por cabeça, alcançando um dos maiores patamares dos últimos anos e exigindo maior planejamento dos pecuaristas na hora de recompor o rebanho.
Segundo levantamentos de mercado, a alta é resultado da combinação entre oferta reduzida de animais jovens e demanda aquecida, cenário que vem sendo impulsionado pelo ciclo pecuário e pelo interesse da indústria exportadora. Com menos bezerros disponíveis, a disputa pelos animais de reposição aumentou e os preços seguem firmes.
Para recriadores e invernistas, a reposição representa uma das principais despesas da atividade. O avanço das cotações reduz as margens de lucro e torna ainda mais importante a eficiência na produção, no manejo das pastagens e na gestão dos custos dentro da propriedade.
Especialistas avaliam que, apesar dos preços elevados, o atual ciclo de valorização apresenta uma evolução mais gradual do que a registrada em anos anteriores, o que pode proporcionar maior estabilidade ao mercado ao longo dos próximos meses. Ainda assim, a tendência é de que a oferta de animais permaneça restrita, mantendo a reposição em níveis historicamente elevados.