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5 de agosto de 2026 - 14:49h

A Folha Agrícola

Fim da colheita: cinco erros na irrigação que podem comprometer a próxima safra

Da manutenção dos equipamentos ao planejamento do sistema, especialista explica quais cuidados ajudam a preservar a irrigação e garantir mais eficiência no próximo ciclo

Com a chegada de agosto, produtores de café conilon em diversas regiões do Brasil entram na reta final da colheita. Depois de meses de trabalho intenso no campo, o período também marca o início do planejamento para a próxima safra. Entre os cuidados que não devem ser deixados de lado está a avaliação do sistema de irrigação, fundamental para garantir eficiência e evitar problemas quando o próximo ciclo começar.

Segundo o diretor executivo da Hydra Irrigações, primeira revenda Netafim do Brasil,  Elídio Torezani, é justamente nesse intervalo entre uma safra e outra que o produtor tem mais tempo para identificar falhas, realizar manutenções preventivas e planejar melhorias no sistema.

“Durante a colheita, a prioridade é tirar o café da lavoura. Quando essa etapa termina, é hora de olhar para a irrigação. Esse é o momento de revisar equipamentos, corrigir pequenos problemas e preparar o sistema para a próxima safra. Quem deixa isso para depois normalmente acaba enfrentando imprevistos justamente quando mais precisa da irrigação”, afirma.

Confira cinco erros que, segundo o especialista, devem ser evitados após o fim da colheita.

Deixar a manutenção para depois

Um dos erros mais comuns é adiar a revisão do sistema até a chegada da próxima safra. Bombas, filtros, tubulações, conexões, válvulas e emissores trabalham durante todo o ciclo e precisam passar por inspeção antes de voltarem à operação.

De acordo com Torezani, realizar a manutenção logo após a colheita permite identificar desgastes, substituir componentes e evitar falhas justamente quando a irrigação voltar a ser necessária.

“Quando o produtor faz essa revisão com antecedência, ele ganha tempo para resolver qualquer problema sem comprometer o cronograma da propriedade. Manutenção preventiva sempre custa menos do que manutenção corretiva”, ressalta. 

Não verificar vazamentos e obstruções

Pequenos vazamentos ou gotejadores entupidos podem passar despercebidos durante a rotina da lavoura, mas reduzem a eficiência da irrigação e aumentam o consumo de água e energia.

Segundo o especialista, o período pós-colheita é ideal para percorrer toda a área irrigada e verificar se há perda de pressão, vazamentos nas tubulações ou emissores que precisam ser substituídos.

“Às vezes, um problema simples afeta toda a uniformidade da irrigação. Quando isso é corrigido logo após a safra, o sistema volta a operar com muito mais eficiência”, diz Torezani.

Deixar o sistema parado sem os cuidados necessários

Se parte do sistema ficará sem utilização durante um período, alguns procedimentos são fundamentais para preservar os equipamentos.

Torezani explica que a limpeza das linhas, a lavagem dos filtros e a proteção de componentes elétricos e hidráulicos ajudam a evitar o acúmulo de resíduos, corrosão e outros problemas que podem comprometer o funcionamento da irrigação no próximo ciclo.

Não avaliar o desempenho da irrigação durante a safra

O encerramento da colheita também é um bom momento para analisar como o sistema respondeu às necessidades da cultura. Segundo o diretor da Hydra Irrigações, vale observar se houve áreas com desenvolvimento diferente, se a irrigação apresentou falhas, se o manejo adotado foi eficiente e quais ajustes podem ser feitos para melhorar o desempenho da próxima safra.

“Cada safra traz informações importantes. Quando o produtor aproveita esse momento para fazer uma análise, ele consegue tomar decisões mais assertivas e melhorar o desempenho da irrigação no ciclo seguinte”, explica o engenheiro agrônomo.  

Adiar investimentos e melhorias

Outro erro frequente é deixar ampliações ou modernizações para quando a próxima safra já estiver em andamento.

Para Torezani, o período entre uma colheita e outra é o mais adequado para ampliar a capacidade do sistema, automatizar setores, instalar novos equipamentos ou até construir estruturas de reservação de água, quando necessário.

“O produtor tem mais tranquilidade para planejar, fazer adaptações e executar obras sem interferir na rotina da lavoura. Quando chega o momento de irrigar novamente, tudo já está pronto para operar”, orienta Elídio.

Planejamento começa antes da próxima safra

Além de aumentar a vida útil dos equipamentos, a manutenção preventiva reduz desperdícios de água e energia, melhora a uniformidade da irrigação e diminui o risco de interrupções durante os períodos de maior demanda.

Para Torezani, o fim da colheita deve ser encarado como uma oportunidade para preparar a propriedade para o próximo ciclo produtivo.

“O sistema de irrigação faz parte do patrimônio da propriedade. Cuidar dele apenas quando aparece um problema pode gerar custos desnecessários e comprometer o desempenho da lavoura. Quando existe planejamento, o produtor inicia a próxima safra com muito mais segurança e eficiência”, conclui.

Sobre a Hydra Irrigações

A Hydra Irrigações é uma das empresas detentoras da tecnologia mais avançada no segmento em nível nacional. Primeira revenda Netafim no Brasil e pioneira na aplicação de conhecimento e de técnicas para priorizar a economia de água, a empresa, com sede em Linhares (ES), tem experiência de quase três décadas de atuação e pesquisa para associar em seus projetos critérios agronômicos rigorosos a equipamentos de ponta. O objetivo é promover alta performance de todos os recursos, considerando as necessidades e especificidades de cada cliente.