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10 de agosto de 2026 - 14:11h

A Folha Agrícola

Presença de catetos exige medidas preventivas em áreas agrícolas

Com nome ‘geométrico’, mamífero silvestre acessa áreas agrícolas em busca de alimento. Cercas auxiliam prevenção

Existe um cateto que não ajuda a calcular a hipotenusa. Ele tem quatro patas, vive em diferentes biomas brasileiros e faz parte da fauna nativa do país. “Também conhecido como porco-do-mato – ainda que não seja um suíno –, o cateto (Pecari tajacu) tem como hábito invadir áreas agrícolas em busca de alimento e causar impactos no milho e na soja”, alerta o zootecnista Danilo Moreira do Carmo, analista de mercado da Belgo Arames.

“Esses animais são bastante adaptáveis e aproveitam diferentes fontes de comida encontradas no ambiente. Quando entram em áreas agrícolas, consumem não apenas grãos, mas também mandioca, melancia e hortaliças. E o impacto não está apenas no que é ingerido: ao revolver o solo em busca de raízes e outros alimentos, eles danificam mudas e comprometem o desenvolvimento das plantas”, explica o zootecnista.

Com comprimento próximo a 1 metro, altura de aproximadamente 50 centímetros e peso de até 30 quilos, o cateto está presente em praticamente todos os biomas brasileiros. A espécie costuma formar grupos pequenos, geralmente com cinco a quinze indivíduos, e possui grande capacidade de adaptação a diferentes ambientes. Quando encontra alimento disponível, pode retornar às mesmas áreas, aumentando a ocorrência de prejuízos às culturas.

“Uma das formas mais eficientes de evitar a aproximação dos animais silvestres com as áreas produtivas é investir em um cercamento resistente e adequado às características das espécies presentes na região. Essa barreira física limita o acesso às lavouras, permitindo que o produtor preserve suas culturas e, ao mesmo tempo, mantenha os animais em seus ambientes naturais, onde podem buscar alimento e seguir seu ciclo de vida”, afirma Danilo.

Isso é importante porque, apesar de ser uma espécie amplamente distribuída pelo território, o cateto enfrenta desafios relacionados à redução de habitats naturais, fragmentação das áreas de vegetação e pressão da caça (que é proibida). Como a proximidade entre áreas preservadas e propriedades rurais pode favorecer esses encontros, medidas preventivas são importantes para garantir convivência mais equilibrada entre a produção agropecuária e a fauna.

Essa prevenção começa pela escolha de estruturas que impedem a entrada dos animais nas áreas produtivas. Desenvolvida pela Belgo, a tela Belgo Javaporco foi projetada para o controle de javalis, javaporcos, catetos, queixadas e capivaras, entre outros animais. Com 11 fios e altura de 1,20 metro, a cerca possui fios horizontais e verticais interconectados, com espaçamentos adequados e resistência mecânica para dificultar a passagem dos animais, além disso é a única tela do mercado com galvanização pesada para ter uma maior vida útil. 

Sobre a Belgo Arames 

Com mais de 50 anos de história, a Belgo Arames é líder brasileira na transformação de arames de aço desde sua criação, fruto da parceria estratégica no Brasil entre a ArcelorMittal e a Bekaert. A empresa atua nos segmentos de Agronegócios, Cercamentos, Construção Civil, Automotivo, Solda, Aplicações Especiais e Indústria Petrolífera, oferecendo um mix de produtos e serviços que atendem com expertise e tecnologia de ponta, confiabilidade e qualidade aos mais diversos perfis de clientes. Com oito unidades pelo país, sua sede é em Contagem (MG).