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21 de agosto de 2026 - 13:43h

A Folha Agrícola

Sorgo forrageiro ganha espaço na reforma de canaviais ao proteger o solo e recompor matéria orgânica

Novo híbrido com tecnologia, ADV 2650 IG da Advanta Seeds, amplia as opções para usinas e produtores com sorgo forrageiro de alta produção de biomassa e tolerância a herbicidas do grupo das imidazolinonas

A reforma do canavial é uma etapa estratégica para sustentar altas produtividades na área, mas também pode ser um período de maior exposição do solo a processos erosivos. Em áreas mais arenosas, comuns em importantes regiões produtoras de cana-de-açúcar, o problema pode ser ainda mais significativo.

Nesse cenário, o uso do sorgo como planta de cobertura vem ganhando espaço entre usinas, agricultores e fornecedores. A Advanta Seeds, pioneira no Brasil no desenvolvimento, avaliação e comercialização de materiais de sorgo voltados especificamente para áreas de reforma de canaviais, acaba de ampliar sua estratégia com o ADV 2650 IG, lançamento para a safra 2026/27.

O novo sorgo forrageiro apresenta a consolidada tecnologia igrowth que confere tolerância genética aos herbicidas do grupo das imidazolinonas e foi desenvolvido com foco na produção de biomassa e na formação rápida de cobertura do solo. “Uma das principais dores da usina em uma área de reforma com manejo de herbicidas, são as poucas opções de plantas para cobertura, e o risco de erosão. Isso significa perda de solo, de área agricultável e de nutrientes”, explica, Henrique Pepato, engenheiro agrônomo e Gerente Comercial da Regional Centro-Sul da Advanta.

Conforme detalha o especialista, para as usinas e fornecedores que possuem canaviais com planejamento de reforma nesta safra, este é o momento ideal para iniciar estratégias da safra. Afinal, o plantio ocorre normalmente entre setembro e novembro, período de maior ocorrência de chuvas em importantes regiões produtoras. “O ADV 2650 IG permite uma cobertura rápida do solo e apresenta um desenvolvimento mais acelerado das plantas. Além disso, a biomassa que gera, tanto em matéria verde, quanto posteriormente em matéria seca, é maior”, diz Pepato.

Alta produtividade por hectare

Durante a safra 2025/26, a Advanta realizou trabalhos em usinas e fornecedores, com o objetivo de avaliar o desempenho do novo material em diferentes condições e reunir detalhes para os usuários. Os ensaios apresentaram resultados expressivos, demonstrando potencial de produção entre 15 e 30 toneladas de matéria seca por hectare. A variação, naturalmente, pode ocorrer de acordo com fatores como histórico da área, condições climáticas, época de plantio, manejo e fertilidade do solo.

Segundo o engenheiro agrônomo, mais do que reduzir a exposição do solo, a elevada produção de biomassa do lançamento cria uma oportunidade de melhorar suas condições para o próximo ciclo da cana. “Após o manejo do sorgo, a palhada permanece sobre a superfície e contribui para a proteção da área até o plantio do canavial”, detalha.

Com a decomposição, parte desse material passa a integrar a matéria orgânica do solo. “Quando há um aporte maior de matéria orgânica, melhora a infiltração e a retenção de água, além da aeração e temperatura do solo, o que permite um melhor desenvolvimento das raízes do canavial no ano seguinte. Também há benefícios no aspecto químico e biológico, porque a matéria orgânica fornece nutrientes e aumenta a disponibilidade de alimento para os microrganismos do solo”, explica o Gerente Comercial.

Novidade já disponível na safra 2026/27

O ADV 2650 IG entra agora em sua primeira safra comercial. Por ser um sorgo forrageiro o foco principal está na produção de biomassa e na cobertura do solo, e não na produção de grãos.

Outra possibilidade é a utilização do material em sistemas integrados com pecuária. Por apresentar alta capacidade de rebrota, o híbrido pode ser empregado na alimentação animal, ampliando as alternativas de uso da área durante o período de reforma. “Ele tem essa dupla aptidão: tanto cobertura, como alimentação animal. É mais uma opção de renda e uma possibilidade de diversificação da utilização da área”, afirma Pepato.

Tecnologia igrowth amplia segurança

A estratégia da Advanta para o sistema de reforma de canaviais está associada à tecnologia igrowth, que também possui relevância na produção de sorgo granífero. Ela permite o uso de herbicidas do grupo das imidazolinonas em materiais geneticamente tolerantes, possibilitando maior flexibilidade no manejo de plantas daninhas.

Para o agricultor que cultiva sorgo destinado à produção de grãos, a tecnologia também pode contribuir para a qualidade da colheita, especialmente em áreas com pressão de plantas indesejadas que podem contaminar a carga. “Ao optar pela tecnologia igrowth, da Advanta, o produtor tem maior segurança em relação à qualidade da colheita e à ausência de contaminação por outros materiais na carga de sorgo. Para quem pretende exportar, isso é imprescindível”, ressalta.

Demanda aquecida

Segundo Pepato, o avanço do sorgo no mercado brasileiro também cria novas oportunidades para a cultura. “Estamos vendo o sorgo crescer ano a ano no Brasil por alguns fatores. É uma cultura cujo custo de produção é menor que o do milho e, ao mesmo tempo, a demanda por grãos tem crescido, principalmente em função do mercado biocombustíveis”, avalia.

O especialista destaca ainda, que este movimento reforça a importância de ampliar o portfólio e desenvolver materiais cada vez mais adaptados às diferentes necessidades do produtor. “O futuro da Advanta está sempre focado em tecnologia e produtividade. Ele pode esperar novos materiais cada vez mais produtivos, com melhor desempenho a campo, maior estabilidade de produção” conclui Pepato.

Sobre – A Advanta Seeds é uma empresa de sementes do grupo UPL, com mais de 50 anos de experiência em melhoramento genético. Atua lado a lado com o agricultor, compreendendo suas necessidades e oferecendo soluções específicas para maximizar o desempenho produtivo das lavouras. No Brasil, a companhia concentra esforços em Pesquisa & Desenvolvimento, conduzindo Programas de Melhoramento Genético adaptados às diversas regiões do país. Além da Estação Experimental em Indianópolis/MG, esses programas são implementados e testados nas principais áreas produtoras, de forma integrada e complementar aos centros globais de melhoramento da Advanta.