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21 de setembro de 2026 - 7:32h

A Folha Agrícola

Boi gordo começa a semana firme e arroba de R$ 360 entra novamente no radar

O mercado do boi gordo inicia a semana com ambiente firme e sinais de valorização em importantes praças pecuárias. Em São Paulo, a arroba se aproxima dos R$ 355, enquanto negócios pontuais já foram registrados na faixa de R$ 360, mantendo os pecuaristas atentos à possibilidade de novos reajustes.

Na última semana, o mercado físico ganhou força principalmente diante da menor disponibilidade de animais terminados e da resistência dos produtores em aceitar ofertas abaixo das referências. Segundo levantamentos recentes, a referência da Safras & Mercado para São Paulo chegou a R$ 354,71 por arroba, enquanto a Scot Consultoria apontou negócios na casa dos R$ 350/@, além de valores diferenciados para animais destinados ao mercado chinês.

A movimentação também aparece em outras regiões. As referências da Safras & Mercado ficaram em R$ 348,55/@ no Mato Grosso do Sul, R$ 343,89/@ em Goiás, R$ 340,53/@ em Minas Gerais e R$ 332,12/@ no Mato Grosso. O cenário, porém, continua apresentando diferenças entre as praças e entre os frigoríficos.

Oferta de gado é ponto central

Um dos principais fatores que sustentam o mercado neste momento é a disponibilidade de animais prontos para o abate.

As escalas dos frigoríficos apresentam diferenças importantes. Enquanto algumas indústrias de maior porte ainda contam com maior conforto na programação, frigoríficos menores enfrentam maior dificuldade para completar as escalas e precisam disputar lotes no mercado físico.

Essa situação aumenta o poder de negociação dos pecuaristas que possuem animais terminados e não têm necessidade imediata de venda.

Negócios a R$ 360/@ ainda são pontuais

Apesar de a marca de R$ 360/@ já aparecer em diferentes negociações, o valor ainda não representa uma referência consolidada para todo o mercado paulista.

Levantamentos recentes mostram que a maior parte das negociações continua concentrada entre R$ 350 e R$ 355/@. Os negócios a R$ 360/@ são considerados pontuais e dependem de fatores como qualidade dos animais, necessidade de compra do frigorífico, prazo de pagamento e localização do lote.

Mesmo assim, a repetição dessas operações é acompanhada de perto pelo mercado, pois pode indicar uma mudança gradual de patamar caso os negócios acima de R$ 355/@ ganhem frequência.

Mercado futuro mantém preços elevados

Outro fator que chama atenção está na B3. Os contratos futuros para os últimos meses de 2026 continuam trabalhando em níveis superiores aos observados atualmente no mercado físico.

Na última semana, contratos para outubro, novembro e dezembro chegaram a superar R$ 380/@, mostrando que os agentes do mercado trabalham com a possibilidade de preços mais elevados nos próximos meses.

O mercado futuro, no entanto, não representa uma garantia de que esses valores serão alcançados no mercado físico. Os preços dependerão principalmente do equilíbrio entre oferta de animais, demanda interna, exportações e comportamento dos frigoríficos.

Exportações continuam no radar

Do lado da demanda, o ritmo das exportações brasileiras de carne bovina é um dos pontos que exigem atenção.

Dados recentes apontaram média diária de embarques inferior à registrada em setembro do ano anterior, criando um contraponto ao movimento de valorização observado no mercado físico.

O consumo doméstico também será importante, especialmente na segunda metade do mês, período em que tradicionalmente o poder de compra do consumidor pode diminuir.

O que esperar da arroba?

O mercado começa a semana com uma disputa clara entre frigoríficos e pecuaristas. De um lado, as indústrias procuram controlar os custos e manter as escalas de abate; de outro, produtores com oferta mais restrita encontram espaço para negociar valores maiores.

A manutenção de uma oferta mais curta pode continuar dando sustentação às cotações. Caso os frigoríficos tenham necessidade de recompor suas escalas e os negócios acima das referências se tornem mais frequentes, a arroba poderá avançar novamente.

Por enquanto, os R$ 360/@ permanecem como um importante patamar de atenção, especialmente em São Paulo. A confirmação de novos negócios nessa faixa, acompanhada de redução na oferta de animais, será determinante para definir se o mercado está diante de uma nova etapa de valorização.

Document

Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

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