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23 de setembro de 2026 - 15:23h

A Folha Agrícola

Primavera muda rotina do campo e exige atenção ao manejo da irrigação

Com a chegada da nova estação, mudanças de temperatura e de disponibilidade de chuva podem alterar a necessidade de água das culturas

A chegada da primavera marca uma mudança importante para o campo. A partir de setembro, as temperaturas começam a subir e as chuvas tendem a ganhar espaço em diferentes regiões do Brasil. Com essas alterações, também muda a necessidade de água das plantas, o que exige atenção do produtor ao manejo da irrigação.

Mesmo quando as primeiras chuvas começam a aparecer, isso não significa que o sistema de irrigação possa simplesmente ser desligado. A quantidade e a frequência das precipitações variam de acordo com a região. Por isso, acompanhar as condições da propriedade é fundamental para definir quando a irrigação ainda é necessária.

Segundo o engenheiro agrônomo e diretor executivo da Hydra Irrigações, primeira revenda da Netafim no Brasil, Elídio Torezani, a mudança de estação é um momento adequado para revisar o manejo e observar como a lavoura está respondendo às novas condições.

“A primavera traz uma mudança no comportamento do clima e, consequentemente, na demanda de água das plantas. O produtor precisa acompanhar essa transição e ajustar o manejo conforme a necessidade da cultura, em vez de seguir uma programação fixa durante todo o ano”, explica.

Chuva não basta

Um dos principais cuidados nesse período é não considerar apenas a ocorrência de chuva. Uma precipitação pode ser suficiente para determinada cultura e insuficiente para outra, dependendo do volume, da duração da chuva, do tipo de solo e do estágio de desenvolvimento da planta.

Além disso, parte da água pode não permanecer disponível para as raízes. Em terrenos com determinadas características, por exemplo, a infiltração e a retenção de água acontecem de maneiras diferentes.

Por isso, a recomendação é que o produtor observe as condições do solo e da lavoura antes de tomar decisões sobre o funcionamento do sistema. “Não é simplesmente chover e parar de irrigar. É preciso entender quanto choveu, como essa água se distribui e se armazena no solo e qual é a necessidade daquela cultura naquele momento. O manejo deve acompanhar essas informações”, ressalta Torezani.

Demanda hídrica

A necessidade de água de uma lavoura pode variar de acordo com a cultura, a fase de desenvolvimento da planta, as condições climáticas e as características do solo. Na primavera, com o aumento gradual das temperaturas e da luminosidade, algumas culturas apresentam maior atividade de crescimento, o que demanda ajuste na quantidade de água necessária para manter o desenvolvimento adequado.

Por esse motivo, o mesmo volume de irrigação utilizado durante um período mais frio ou seco não necessariamente será adequado para os meses seguintes. Segundo Torezani, o produtor deve observar a lavoura de forma contínua.

“Cada cultura tem uma resposta diferente. O momento de desenvolvimento da planta também interfere bastante. Por isso, é necessário analisar a lavoura e as condições do solo para entender se a quantidade de água aplicada está atendendo à necessidade da cultura”, afirma.

Hora da revisão

A mudança de estação também pode ser aproveitada para verificar as condições do sistema de irrigação. Antes de entrar em um período de maior demanda das plantas, é importante conferir filtros, tubulações, emissores, bombas e demais componentes.

A manutenção preventiva ajuda a identificar problemas como vazamentos, entupimentos ou alterações na distribuição da água antes que eles comprometam o funcionamento do sistema.

“É um bom momento para fazer uma revisão geral. Se existir algum problema de distribuição, quanto antes ele for identificado, melhor. A ideia é começar um novo período produtivo com o sistema funcionando de maneira uniforme”, destaca o especialista.

Realidades diferentes

Embora a primavera marque uma mudança geral no comportamento climático, as condições não são iguais em todas as regiões. Um Estado pode ter diferentes temperaturas, regime de chuvas, tipos de solo, relevo e culturas cultivadas. Por isso, não existe uma programação única de irrigação que possa ser aplicada indistintamente durante a estação, explica.

Para Torezani, a tecnologia deve ser utilizada para permitir que o produtor tome decisões mais precisas. “A irrigação precisa ser dinâmica. O agricultor deve ter condições de ajustar o sistema de acordo com o que está acontecendo na propriedade. Quanto melhor for o acompanhamento, mais precisa tende a ser a aplicação da água”, explica.

“A mudança de estação é uma oportunidade para o produtor rever o que está fazendo e ajustar o manejo. A irrigação eficiente acompanha a necessidade da cultura e as condições reais da propriedade”, conclui Torezani.

Sobre a Hydra Irrigações

A Hydra Irrigações é uma das empresas detentoras da tecnologia mais avançada no segmento em nível nacional. Primeira revenda Netafim no Brasil e pioneira na aplicação de conhecimento e de técnicas para priorizar a economia de água, a empresa, com sede em Linhares (ES), tem experiência de quase três décadas de atuação e pesquisa para associar em seus projetos critérios agronômicos rigorosos a equipamentos de ponta. O objetivo é promover alta performance de todos os recursos, considerando as necessidades e especificidades de cada cliente.