Brasil e China assinaram neste sábado (26) um novo protocolo sanitário que amplia o acesso de produtos da suinocultura brasileira ao mercado chinês.
O acordo autoriza a exportação de miúdos internos de suínos, como fígado, rins e estômago, sem cota de importação. Até então, o Brasil já tinha acesso ao mercado chinês para alguns miúdos externos, como patas e orelhas.
A abertura representa uma nova oportunidade para os frigoríficos brasileiros aproveitarem melhor todas as partes dos animais abatidos, especialmente produtos que possuem menor valor no mercado interno.
Segundo estimativas do setor, o novo mercado pode acrescentar cerca de US$ 100 milhões por ano em receitas para a indústria brasileira. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também estima potencial para ampliar significativamente o volume exportado.
A China é um dos principais mercados para a proteína animal brasileira, e a ampliação da pauta de produtos vendidos ao país pode aumentar a geração de valor dentro da cadeia da suinocultura.
O avanço ocorre após a China reconhecer, em junho, todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, contribuindo para a ampliação das negociações sanitárias entre os dois países.
Na prática, o acordo abre uma nova fonte de receita para a suinocultura brasileira e amplia o aproveitamento comercial dos animais.