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1 de outubro de 2026 - 6:55h

A Folha Agrícola

Carne bovina ganha competitividade em setembro, mas ainda custa mais que frango e suíno

A carne bovina recuperou parte da competitividade frente às proteínas concorrentes em setembro, mas continua mais cara que o frango e a carne suína no atacado da Grande São Paulo.

Os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) consideram a parcial do mês até o dia 28 e mostram que a melhora ocorreu principalmente porque as carnes concorrentes tiveram aumentos mais expressivos de preço.

Frango sobe 12% em setembro

Na comparação com a média de agosto, o frango resfriado acumulou alta de 12% em setembro. A carne suína teve valorização de 3%, enquanto a carcaça casada bovina subiu 1%.

Com movimentos diferentes entre as três proteínas, a distância de preços diminuiu.

Na parcial de setembro, 1 quilo de carcaça casada bovina equivalia ao valor de aproximadamente 3,16 quilos de frango resfriado e 3,17 quilos de carne suína.

Quanto menor essa relação, maior é a competitividade da carne bovina em relação às proteínas concorrentes.

Boi ainda está mais caro

Apesar da melhora em relação a agosto, a carne bovina continua em uma posição de preço menos competitiva quando comparada ao mesmo período de 2025.

As relações de preços registradas em setembro permanecem acima das observadas um ano atrás, indicando que a proteína bovina segue relativamente mais cara diante do frango e da carne suína.

A diferença é especialmente significativa na comparação com a carne suína. Em 2025, a relação permaneceu abaixo de dois quilos de carne suína para cada quilo de carne bovina durante o ano. Em 2026, o indicador avançou e passou de três quilos em agosto e na parcial de setembro.

Cenário exige atenção da pecuária

A valorização mais forte do frango e da carne suína reduz parte da diferença de preços em relação à carne bovina e pode favorecer a presença da proteína bovina no mercado interno.

Para o pecuarista, porém, o comportamento dos preços no atacado precisa ser acompanhado junto com a demanda do consumidor. A manutenção de preços elevados da carne bovina pode limitar o consumo caso o poder de compra das famílias não acompanhe os aumentos.

O cenário mostra que, mesmo com a recuperação de competitividade observada em setembro, a carne bovina ainda enfrenta concorrência de proteínas com preços mais baixos no mercado brasileiro.

Document

Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

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