As cotações da soja registraram novas quedas no mercado brasileiro nesta quinta-feira (1º), enquanto produtores e agentes do setor acompanham a evolução das chuvas e as condições para o avanço do plantio da safra 2026/27.
No porto de Paranaguá (PR), a saca de 60 quilos recuou para R$ 160,90. No Paraná, a cotação ficou em R$ 154,35 por saca.
Cotações recuam em diferentes regiões
As quedas também foram observadas em diferentes praças produtoras. Em Ponta Grossa (PR), a saca caiu para R$ 154. Em Primavera do Leste (MT), ficou em R$ 142, enquanto em Luís Eduardo Magalhães (BA), a cotação chegou a R$ 143.
Mesmo com o recuo dos preços, a demanda pela soja brasileira continua contribuindo para dar sustentação às cotações durante o período de entressafra.
Chuvas entram no radar do mercado
Além do comportamento dos preços, o clima ganhou importância neste início de plantio da nova safra.
As chuvas avançam sobre áreas do Centro-Oeste e melhoram as condições de umidade para a semeadura e a germinação das lavouras. Ao mesmo tempo, uma eventual redução das precipitações nas próximas semanas pode aumentar o risco de déficit hídrico em áreas recém-semeadas.
No Sul do Brasil, a previsão de volumes elevados de chuva pode dificultar o avanço dos trabalhos de campo em algumas regiões e aumentar o risco de excesso de umidade e alagamentos.
Mercado acompanha clima e ritmo do plantio
Com o avanço da semeadura da safra 2026/27, as condições climáticas passam a ter influência cada vez maior sobre as expectativas de produção e, consequentemente, sobre os preços da oleaginosa.
Para o produtor, o cenário combina cotações em baixa com a necessidade de acompanhar de perto o comportamento das chuvas e o ritmo do plantio nas próximas semanas.