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5 de outubro de 2026 - 6:40h

A Folha Agrícola

Boi gordo inicia a semana em alta e frigoríficos enfrentam pressão por animais

O mercado do boi gordo começa a semana com cenário favorável aos pecuaristas. A oferta de animais terminados permanece limitada, enquanto os frigoríficos enfrentam dificuldades para completar as escalas de abate e precisam elevar as propostas em algumas regiões.

Em São Paulo, o boi destinado ao mercado interno encerrou a última semana cotado em R$ 362 por arroba, uma alta de R$ 6/@ em relação à semana anterior. Já o boi com padrão para exportação à China terminou o período em R$ 370/@, avanço de R$ 10/@.

Além das referências oficiais, foram registrados negócios pontuais em valores ainda maiores. Algumas operações chegaram a R$ 375/@ em São Paulo, enquanto negociações específicas também alcançaram patamares elevados em outras regiões produtoras.

Escalas de abate seguem curtas

A principal sustentação para os preços continua sendo a dificuldade dos frigoríficos em encontrar animais prontos para o abate.

As programações das indústrias permanecem, em média, entre cinco e sete dias úteis, o que obriga os compradores a retornarem ao mercado com frequência para garantir novos lotes.

A situação é mais evidente entre frigoríficos de pequeno e médio porte, que possuem menor cobertura de animais e acabam demonstrando maior disposição para melhorar as ofertas.

Alta se espalha pelas principais regiões

O movimento de valorização não ficou restrito a São Paulo. Levantamentos recentes apontaram altas em diversas regiões produtoras, incluindo Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Santa Catarina e Tocantins.

No fechamento da última sexta-feira, algumas das principais referências estaduais ficaram nos seguintes níveis:

São Paulo: R$ 369,00/@

Goiás: R$ 356,25/@

Minas Gerais: R$ 361,79/@

Mato Grosso do Sul: R$ 360,68/@

Mato Grosso: R$ 342,91/@

Os valores representam referências médias e podem variar conforme a qualidade dos animais, localização, prazo de pagamento e condições negociadas com cada frigorífico.

Mercado da carne será decisivo

Apesar da valorização do boi gordo, o comportamento da carne bovina no atacado será importante para definir a continuidade do movimento.

Os preços dos principais cortes encerraram a semana relativamente estáveis, enquanto a indústria enfrenta o desafio de repassar o aumento da matéria-prima para o consumidor.

A entrada dos salários no início do mês pode favorecer a reposição nos supermercados e estimular o consumo. Por outro lado, carnes de frango e suína continuam exercendo pressão competitiva sobre a proteína bovina.

Perspectiva é de mercado firme

Para os próximos dias, a combinação entre oferta restrita e escalas curtas mantém o mercado sustentado.

Pecuaristas com animais terminados ganham maior poder de negociação, principalmente nas regiões onde os frigoríficos estão com maior necessidade de compra.

O comportamento das indústrias, a evolução das escalas e a capacidade de venda da carne serão os principais fatores para determinar se a arroba continuará avançando ao longo da semana.

No mercado futuro, os contratos também sinalizam expectativas de preços elevados para os próximos meses, reforçando a percepção de um cenário de maior firmeza para a pecuária.

Para o produtor, o momento exige atenção às diferentes propostas dos compradores. Além do preço por arroba, é importante considerar prazo de pagamento, descontos, frete e eventuais bonificações antes de fechar a negociação.

Document

Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

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