A elevação dos custos de produção tem aumentado a pressão sobre criadores de aves e suínos no Paraná, exigindo maior controle das despesas e estratégias para preservar a rentabilidade das propriedades.
Na avicultura, o custo de produção do frango vivo em aviários climatizados chegou a R$ 4,85 por quilo em agosto, alta de 1,68% em relação ao mês anterior e de 5,66% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A alimentação continua sendo o principal componente das despesas, respondendo por cerca de 64% do custo total. Entre os itens que também pressionaram os produtores estão energia elétrica, calefação e cama dos aviários.
Na suinocultura, o cenário também exige cautela. O aumento da oferta de animais tem contribuído para pressionar as cotações em algumas regiões, enquanto os custos de produção continuam elevados.
Diante desse cenário, produtores paranaenses têm buscado alternativas para reduzir despesas e melhorar a eficiência das propriedades. Entre as estratégias estão investimentos em energia própria, controle mais rigoroso da alimentação, modernização das estruturas e diversificação das atividades.
A integração entre diferentes atividades dentro da propriedade também aparece como uma alternativa para reduzir custos. O melhor aproveitamento dos recursos disponíveis pode ajudar a melhorar o resultado financeiro em períodos de margens mais apertadas.
Ração é um dos principais desafios
O comportamento dos preços do milho e da soja continua sendo um dos principais fatores de impacto sobre a avicultura e a suinocultura, já que os grãos são fundamentais para a produção das rações.
Com as margens pressionadas, o planejamento das compras, o controle dos desperdícios e o acompanhamento dos custos ganham ainda mais importância para os produtores.
O cenário reforça a necessidade de buscar eficiência em todas as etapas da produção. Para criadores de aves e suínos, produzir mais utilizando melhor os recursos disponíveis pode ser decisivo para manter a atividade competitiva e preservar a rentabilidade.