Projeto de lei em tramitação propõe a proibição do descarte de pintinhos machos e cria expectativa para adoção futura da sexagem in ovo.
A proposta visa proibir métodos de descarte como trituração, sufocamento e eletrocussão, e estabelece que, assim que houver tecnologia comercialmente disponível, as empresas deverão realizar a seleção do sexo ainda no ovo, descartando os embriões masculinos até o sexto dia de incubação, em vez de eliminar os pintinhos após a eclosão.
Embora a sexagem in ovo ainda não seja obrigatória, essa tecnologia tem ganhado atenção no setor como uma alternativa promissora para promover o bem estar animal e otimizar a produção. Uma pesquisa do think-tank agrícola Innovate Animal Ag mostra que além do Brasil, a tecnologia da sexagem in-ovo já representa 30% da produção na Europa e também está em rápido crescimento nos Estados Unidos.
Especialistas destacam que a regulamentação proposta no Congresso, aliada às inovações tecnológicas, representa uma mudança significativa para a avicultura brasileira, que busca alinhar-se às tendências globais de sustentabilidade, ética e eficiência econômica.
O debate sobre o tema evidencia a crescente pressão por práticas mais responsáveis na produção animal, com potencial impacto positivo para consumidores, produtores e o meio ambiente.