fbpx

13 de março de 2026 - 11:09h

A Folha Agrícola

Com safra de soja na reta final, manejo correto da dessecação é decisivo para garantir eficiência na colheita

Especialista orienta produtores sobre boas práticas e uso de tecnologias de aplicação para evitar desperdícios, aumentar a eficácia dos herbicidas e otimizar a operação no campo

Com a safra de soja 2025/26 se aproximando do fim em Mato Grosso, o manejo adequado da dessecação pré-colheita ganha protagonismo nas lavouras, principalmente porque o produtor corre para acertar a janela de plantio da safrinha de milho. O estado, que lidera a produção nacional do grão, já colheu cerca de 80% da área plantada, com destaque para as regiões Médio-Norte, Oeste e parte do Norte, onde os trabalhos já foram concluídos. Nas demais regiões, as colheitadeiras seguem em ritmo intenso para finalizar a retirada da oleaginosa do campo.

Nesse momento decisivo da safra, a dessecação pré-colheita se torna uma prática estratégica para garantir maior eficiência operacional, reduzir perdas e assegurar melhor qualidade dos grãos. Quando associada a uma boa tecnologia de aplicação e ao uso de adjuvantes, a operação pode trazer ganhos significativos ao produtor.

De acordo com Jorge Silveira, engenheiro agrônomo e coordenador comercial da Sell Agro, empresa especialista em tecnologias para aplicação no agronegócio, a dessecação tem como principal objetivo uniformizar o processo de secagem da lavoura, facilitando a colheita. “A dessecação pré-colheita na soja tem por objetivo principal uniformizar e padronizar a secagem das plantas e dos grãos, permitindo uma operação mais rápida e eficiente. Além disso, traz outros benefícios importantes, como maior rendimento operacional, redução de perdas, controle de plantas daninhas, menor presença de impurezas e grãos mais uniformes, o que também facilita o armazenamento”, explica.

Erros comuns

Apesar de amplamente utilizada, a dessecação ainda apresenta falhas de manejo em muitas propriedades. Um dos erros mais críticos, segundo o especialista, é realizar a aplicação antes de a lavoura atingir a maturidade fisiológica. “O pior equívoco é dessecar a cultura antes de ela apresentar maturidade fisiológica. Isso pode acarretar perdas consideráveis de produtividade e também prejudicar a qualidade dos grãos, principalmente quando a área é destinada à produção de sementes”, alerta o especialista.

Esse estágio é alcançado em R7, quando os grãos já completaram o acúmulo máximo de matéria seca e não há mais ganho de produtividade, mesmo que a planta ainda esteja verde em algumas partes. A escolha incorreta do herbicida ou da dose aplicada também pode comprometer os resultados da operação e afetar o controle de plantas daninhas. “Quando esse manejo não é eficiente, as invasoras interferem diretamente na colheita, aumentam as impurezas nos grãos e elevam as perdas durante a operação. Além disso, podem deixar a área com alta infestação para a cultura subsequente”, destaca Silveira.

Clima e tecnologia influenciam

Outro fator determinante para o sucesso da dessecação são as condições climáticas no momento da aplicação. Temperatura, umidade e velocidade do vento influenciam diretamente a eficiência da pulverização e a absorção do produto pelas plantas. “As condições ambientais têm influência direta na eficiência da operação. Para obter bons resultados, o ideal é trabalhar com vento entre 3 e 10 km/h, temperaturas entre 20°C e 30°C e umidade relativa acima de 50%. Também é importante evitar aplicações com excesso de orvalho ou quando há previsão de chuva logo após a operação”, explica o engenheiro agrônomo.

Além do clima, a tecnologia de aplicação é determinante para o sucesso da dessecação. “A escolha correta da taxa aplicada, do tipo de ponta de pulverização e da pressão de trabalho são fundamentais para uma operação bem-sucedida e com menor risco ambiental”, afirma Silveira.

Adjuvantes como aliados

Nesse cenário, o uso de adjuvantes de qualidade tem ganhado espaço nas operações de pulverização, contribuindo para aumentar a eficiência da aplicação e reduzir perdas causadas por fatores externos. “Não utilizar um bom adjuvante é um erro bastante comum no campo. Esses produtos ajudam a minimizar perdas causadas por fatores ambientais e melhoram a eficiência, aumentando a absorção e o desempenho dos herbicidas”, ressalta o profissional.

Quando bem executada, a dessecação também contribui para reduzir custos e otimizar a logística da colheita. “Uma pulverização bem-feita garante que todo o grão produzido durante a safra seja colhido de forma rápida e com o mínimo de perdas. Uma lavoura bem dessecada facilita a colheita, reduz custos operacionais, ganha tempo e ainda deixa a área mais limpa para a implantação da segunda safra”, afirma o especialista.

Recomendações

Para garantir o sucesso da operação, o especialista reforça as recomendações ao produtor. “O primeiro ponto é avaliar corretamente a lavoura e garantir que a aplicação seja feita somente quando a cultura atingir a maturidade fisiológica. Depois, escolher o herbicida mais indicado para a operação, levando em consideração a infestação de plantas daninhas. E, por fim, utilizar um adjuvante de boa qualidade, como o Ophion, da Sell Agro, além de definir corretamente a taxa de aplicação, a ponta de pulverização, a velocidade e a pressão de trabalho, de acordo com o objetivo da operação e a topografia da área”, conclui Silveira.

Sell Agro – Fundada em 2007, a Sell Agro atua na produção de adjuvantes agrícolas, com sede em Rondonópolis (MT), e conta com estrutura moderna, amplo laboratório de pesquisa e equipe altamente qualificada, composta por engenheiros químicos e agrônomos. As soluções da empresa têm foco na geração de economia e também em potencializar os resultados das lavouras. Mais informações: https://sellagro.com.br

Document

Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

Leia mais