fbpx

15 de maio de 2026 - 7:41h

A Folha Agrícola

Safra de cana 2026/27 avança com recuperação produtiva e reforça a demanda por manejo eficiente no campo

Com crescimento da produção e maior pressão por eficiência agrícola e industrial, ciclo exige planejamento estratégico para proteger o potencial produtivo e a qualidade da matéria-prima

A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 deve alcançar 709,1 milhões de toneladas, crescimento de 5,3% em relação ao ciclo anterior, configurando a segunda maior produção da série histórica, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área destinada à colheita também deve avançar, com expansão de 1,9%, totalizando 9,1 milhões de hectares. No Sudeste, principal região produtora do País, a projeção é de 459,1 milhões de toneladas, alta de 6,8% frente à safra de 2025/26. A região também deve registrar aumento de 2,1% na área colhida, chegando a 5,7 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 80,852 toneladas por hectare, 4,6% superior à do ciclo anterior.

Apesar da maior oferta de matéria-prima, a produção de açúcar está estimada em 43,95 milhões de toneladas. Já o etanol deve concentrar o crescimento do setor, com produção projetada em 40,69 bilhões de litros, alta de 8,5% em relação à safra anterior. O movimento reflete mudanças no mix das usinas, impulsionadas pela maior competitividade do biocombustível e pela busca crescente por eficiência agrícola e industrial.

Além da expectativa de maior moagem, o setor sucroenergético acompanha mudanças importantes no mercado global. A recomposição gradual da oferta internacional de açúcar e o cenário mais competitivo para o etanol reforçam a necessidade de maximizar produtividade, ATR e longevidade dos canaviais, elevando a importância do manejo estratégico ao longo da safra.

O avanço da produtividade é atribuído, principalmente, à recuperação parcial dos canaviais após os impactos climáticos das últimas safras. Apesar da melhora observada em parte das regiões produtoras, o setor ainda convive com elevada variabilidade climática, marcada por irregularidade de chuvas, ondas de calor e estresses localizados, o que mantém o foco do produtor na proteção do potencial produtivo das lavouras.

“Esse cenário tende a resultar em um ciclo mais robusto, ainda em fase inicial, mas que exigirá atenção constante aos desafios agronômicos e estratégicos ao longo do desenvolvimento da cultura”, ressalta o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Michel Tomazela.

Eficiência e planejamento definem os resultados da safra

Diante de um cenário de recuperação produtiva, mas ainda marcado por instabilidade climática e maior seletividade econômica nas decisões do setor, a safra 2026/27 exige elevado nível de planejamento, eficiência operacional e proteção do potencial produtivo no campo.

A safra já está em andamento, especialmente na região Centro-Sul, com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento. Áreas de cana-planta apresentam fases iniciais de brotação e perfilhamento, enquanto áreas de cana-soca seguem em crescimento vegetativo ativo. Em regiões mais adiantadas e em áreas com melhor desenvolvimento, já se observa o início do alongamento de colmos, etapa determinante para o potencial produtivo.

Esse período é decisivo para a formação dos colmos e para o potencial de produtividade e qualidade da matéria-prima, medido principalmente pelo ATR (Açúcares Totais Recuperáveis). Ao mesmo tempo, o maior vigor vegetativo dos canaviais, associado à presença de palhada, temperaturas elevadas e irregularidade climática, tende a ampliar a pressão de pragas, plantas daninhas e doenças, exigindo manejo mais estratégico e monitoramento constante das áreas.

Entre os principais pontos de atenção está a cigarrinha-das-raízes, considerada um dos maiores desafios fitossanitários da cultura, podendo causar perdas expressivas de produtividade e qualidade da matéria-prima. Além dos danos diretos, a praga favorece o enfraquecimento fisiológico das plantas e compromete o desenvolvimento dos canaviais. Para seu controle, o inseticida MAXSAN se destaca pelo duplo modo de ação, sistêmico e translaminar, atuando em todas as fases da praga, com efeito ovicida e ação de choque sobre ninfas e adultos, contribuindo para a redução da pressão populacional ao longo da safra e auxiliando na preservação do potencial produtivo dos canaviais.

Outro desafio relevante é o bicudo-da-cana-de-açúcar, praga que compromete o sistema radicular e reduz o vigor da cultura ao longo dos ciclos produtivos. O inseticida ZEUS apresenta resultados consistentes por meio de sua tecnologia sistêmica, contribuindo para a proteção do sistema radicular, manutenção do vigor da soqueira e maior longevidade produtiva do canavial, fatores fundamentais para sustentar produtividade e estabilidade operacional ao longo das safras.

No manejo de plantas daninhas, a matocompetição pode gerar perdas expressivas de produtividade, especialmente em fases iniciais do desenvolvimento da cultura. O herbicida pré-emergente YAMATO SC apresenta alta seletividade e flexibilidade de aplicação, controlando espécies de difícil manejo e proporcionando proteção prolongada dos canaviais. Entre as principais espécies presentes nas áreas produtoras estão capim-colonião, capim-braquiária, capim-amargoso, corda-de-viola, mucuna e mamona, que podem comprometer significativamente o estabelecimento e o desenvolvimento da cultura.

O manejo integrado torna-se, assim, indispensável. Estratégias que combinam monitoramento, rotação de mecanismos de ação, uso racional de tecnologias e manejo integrado são fundamentais para preservar o potencial produtivo, reduzir perdas e aumentar a previsibilidade operacional da safra.

Maturação é decisiva para qualidade e rentabilidade

Além do manejo fitossanitário, a maturação da cana-de-açúcar é um fator-chave para garantir retorno econômico e eficiência industrial. A qualidade tecnológica da matéria-prima está diretamente relacionada ao teor de sacarose nos colmos, influenciado pelas condições climáticas e pelo manejo adotado.

No Centro-Sul, a maturação ocorre naturalmente entre o outono e o inverno, quando temperaturas mais amenas e menor disponibilidade hídrica favorecem o acúmulo de açúcares. No entanto, a variabilidade climática observada nos últimos anos tem dificultado a uniformidade desse processo, especialmente no início da safra.

Nesse contexto, a antecipação da maturação torna-se estratégica para ampliar a disponibilidade de matéria-prima com maior ATR em um período em que os canaviais ainda apresentam menor concentração natural de sacarose.

“O uso de maturadores no início da safra é uma ferramenta importante para acelerar o acúmulo de sacarose e antecipar a entrega de matéria-prima com maior qualidade industrial. O RIPER atua regulando o crescimento da planta e direcionando energia para o acúmulo de açúcares nos colmos, contribuindo para ganhos consistentes de ATR. Em condições favoráveis de manejo, variedade e ambiente produtivo, os incrementos podem superar 8%, favorecendo o aumento da rentabilidade industrial e do retorno sobre o investimento”, destaca o gerente de Marketing Regional da IHARA.

Em um cenário de maior busca por eficiência, estabilidade produtiva e otimização do retorno econômico, o manejo integrado e o uso estratégico de tecnologias devem ganhar ainda mais relevância na safra 2026/27, especialmente diante da necessidade de proteger o potencial produtivo e industrial dos canaviais brasileiros.

Sobre a IHARA

A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que, há mais de 60 anos, leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa, sendo uma marca que possui a credibilidade e a confiança dos seus clientes. A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais, somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da IHARA.