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19 de junho de 2026 - 17:55h

A Folha Agrícola

Manejo de plantas daninhas e preservação do solo impulsionam novas estratégias no plantio direto

Tecnologia Kelly, da São José, alia manejo mecânico ao sistema de plantio direto e aponta incremento de até 4 sacas de soja por hectare

A crescente resistência de plantas daninhas aos herbicidas e a necessidade de preservar a estrutura do solo têm levado produtores a reavaliar o manejo no sistema de plantio direto. O aumento no número de aplicações químicas, muitas vezes, não garante o mesmo nível de controle e ainda eleva o custo por hectare.

Espécies como buva, capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e caruru estão entre os principais desafios, agravados pela persistência do banco de sementes no solo, que pode permanecer viável por anos. Em um sistema presente em mais de 35 milhões de hectares no Brasil, o tema ganha relevância tanto do ponto de vista agronômico quanto econômico.

Nesse contexto, o uso de ferramentas mecânicas de baixa mobilização no pré-plantio tem avançado como estratégia complementar, atuando de forma superficial para o manejo inicial de plantas daninhas e organização da palhada, sem comprometer os princípios do plantio direto.

Banco de sementes e manejo antecipado

A tecnologia da linha Kelly, distribuída no Brasil pela São José, atua nesse estágio promovendo a desestruturação inicial das invasoras e estimulando a germinação do banco de sementes.

“Com a ativação do banco de sementes, o produtor consegue maior eficiência na dessecação, reduzindo a necessidade de aplicações sequenciais”, explica Diogo Salvador, especialista de produto da São José.

Ensaios conduzidos pela GeoMec, em áreas comerciais do Sul do Brasil, indicam que o manejo mecânico no pré-plantio pode, em condições específicas, eliminar a necessidade de herbicidas nessa etapa, com economia de até 100% no uso desses insumos.

Os mesmos estudos apontam incremento de até 4 sacas de soja por hectare e redução de custos entre R$ 100 e R$ 135 por hectare, considerando menor número de operações e racionalização do uso de herbicidas.

Eficiência operacional e redução de custos

Além do impacto agronômico, a operação contribui para maior eficiência no campo, com capacidade de cobrir grandes áreas e otimizar janelas de plantio.

A adoção desse tipo de manejo já é observada em regiões do Sul e do Oeste do país, onde produtores buscam equilibrar controle de plantas daninhas, conservação do solo e viabilidade econômica. A tendência é de ampliação de sistemas integrados, combinando manejo mecânico e químico para maior eficiência produtiva.

SOBRE A SÃO JOSÉ

Com mais de 30 anos de atuação, a São José desenvolve e distribui soluções para preparo e manejo de solo, integrando tecnologias internacionais ao conhecimento das condições agrícolas brasileiras.

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Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

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