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6 de agosto de 2026 - 14:24h

A Folha Agrícola

Condições do Cerrado favorecem doenças e ampliam os desafios fitossanitários do algodão

Crédito: Wenderson Araújo/Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

Manejo que associa químicos e biológicos contribui para aumentar a sanidade e o potencial produtivo das lavouras

O cultivo do algodão no Cerrado brasileiro enfrenta importantes desafios fitossanitários. As condições de temperatura, umidade e precipitação observadas durante o ciclo da cultura favorecem a ocorrência e o desenvolvimento de diferentes doenças, aumentando a necessidade de monitoramento e de estratégias eficientes de manejo.

“Entre as doenças de maior relevância para a cultura estão a ramulária, a mancha-alvo e, dependendo da região e das condições ambientais, doenças como mofo-branco, mancha de alternária, mancha de ascóquita e mancha de mirotécio. Além delas, os nematoides representam um dos principais desafios para a manutenção da sanidade e da produtividade das lavouras”, explica Jakeline Pinheiro da Silva, gerente de marketing regional da Biotrop.

Períodos com alta umidade relativa, chuvas frequentes e molhamento foliar prolongado podem criar condições favoráveis à germinação de esporos, infecção e desenvolvimento de diferentes patógenos. A combinação entre ambiente favorável, presença de inóculo e plantas suscetíveis pode elevar significativamente a pressão de doenças ao longo do ciclo.

“As condições ambientais têm influência direta sobre a dinâmica das doenças. Quando temos temperatura favorável associada à alta umidade e períodos prolongados de molhamento, diversos patógenos encontram condições adequadas para infectar e colonizar as plantas”, explica Jakeline.

O desafio, porém, não está restrito às condições ambientais. A seleção de populações de patógenos menos sensíveis ou resistentes a determinados fungicidas também aumenta a complexidade do manejo fitossanitário. “A pressão de seleção está associada principalmente ao uso repetitivo de produtos com o mesmo mecanismo de ação. Por isso, é fundamental trabalhar com rotação de mecanismos de ação e integrar diferentes ferramentas de manejo”, alerta a gerente.

Além disso, aplicações realizadas fora do momento adequado podem reduzir a eficiência do controle e permitir maior avanço da doença. Sistemas de produção com baixa diversificação de culturas também podem favorecer a manutenção de inóculo e aumentar a pressão de determinados patógenos nas safras seguintes.

Referente aos nematoides, espécies como Meloidogyne incognitaRotylenchulus reniformis e Pratylenchus brachyurus estão entre as de maior importância para o algodoeiro e podem comprometer o desenvolvimento radicular, a absorção de água e nutrientes e, consequentemente, o potencial produtivo da cultura.

Além dos danos diretos, a presença de nematoides pode predispor as plantas à ocorrência de outras doenças. Uma associação importante no algodoeiro envolve nematoides e fusariose (Fusarium oxysporum f. sp. Vasinfectum), agente causal da murcha de Fusarium. Jakeline explica que os danos provocados no sistema radicular comprometem o desenvolvimento das plantas e podem aumentar sua vulnerabilidade a outros patógenos. “Por isso, o manejo de nematoides precisa fazer parte de uma estratégia integrada de sanidade da lavoura”, pontua.

Dentro desse cenário, as soluções biológicas representam ferramentas importantes para compor programas de manejo integrado. Entre as tecnologias desenvolvidas pela Biotrop destacam-se o Biomagno, voltado ao manejo de nematoides e à proteção do sistema radicular, e o Bombardeiro, desenvolvido para o controle de doenças fúngicas e que pode ser inserido nos programas fitossanitários do algodoeiro.

A inclusão dessas ferramentas também contribui para a diversificação das estratégias utilizadas no programa fitossanitário, aspecto importante dentro de uma abordagem de manejo integrado.

Períodos de seca também afetam o algodoeiro

Além dos desafios fitossanitários, o algodoeiro pode enfrentar períodos de estresse abiótico, especialmente déficit hídrico e temperaturas elevadas, capazes de comprometer o estabelecimento e o desenvolvimento das plantas. “O estabelecimento inicial é uma etapa determinante para a construção do potencial produtivo”, revela Jakeline.

O ativador microbiológico de plantas Bioasis Power, da Biotrop, pode ser utilizado como ferramenta para favorecer o desenvolvimento vegetal e do sistema radicular, auxiliando a cultura a enfrentar condições ambientais adversas.

“Produtividade e sanidade caminham juntas. O manejo integrado é fundamental para a construção de lavouras mais saudáveis e produtivas. Isso envolve a escolha adequada de cultivares, monitoramento constante, rotação de culturas, manejo de nematoides e doenças e a associação estratégica de diferentes tecnologias, incluindo as soluções biológicas, posicionadas corretamente em cada fase da cultura”, finaliza Jakeline.

Sobre a Biotrop

De origem brasileira e com atuação integralmente voltada a soluções biológicas e naturais para o agronegócio, a BIOTROP é reconhecida entre as líderes do segmento. Guiada por um forte DNA de inovação, conta com Centros de pesquisa no Brasil e no exterior, além de modernos Centros Avançados de Multiplicação de Microrganismos em Curitiba (PR) e Jaguariúna (SP). Com uma ampla rede de distribuidores parceiros no Brasil e em forte expansão internacional, oferece aos agricultores de diferentes países tecnologias que impulsionam uma agricultura sustentável, produtiva e rentável. Desde 2023, integra o Grupo BioFirst, líder global em tecnologias biológicas e naturais, presente em mais de 70 países. Mais informações: https://biotrop.com.br/