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15 de setembro de 2026 - 15:20h

A Folha Agrícola

Vazio sanitário: o intervalo entre safras que antecede uma nova lavoura

Período entre ciclos permite planejar a implantação da soja e adotar estratégias voltadas ao desenvolvimento inicial da cultura

O encerramento de uma safra não significa o fim das decisões dentro da propriedade. Para o produtor de soja, o período entre ciclos representa uma oportunidade para avaliar os resultados obtidos, organizar o planejamento e antecipar escolhas importantes para a próxima lavoura.

Em cinco safras, a produção brasileira de soja avançou quase 50 milhões de toneladas, passando de 130,8 milhões de toneladas no ciclo 2021/2022 para 180,6 milhões de toneladas estimadas para a safra 2025/2026, segundo o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O crescimento reforça a importância de estratégias cada vez mais eficientes para a implantação e condução das lavouras.

Nesse contexto, o vazio sanitário representa um marco importante entre dois ciclos. A medida fitossanitária determina a ausência de plantas vivas de soja no campo por um período mínimo de 90 dias e tem como um de seus principais objetivos reduzir a sobrevivência da ferrugem-asiática entre as safras.

A doença, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, está entre os principais desafios fitossanitários da cultura e pode provocar perdas significativas de produtividade quando não manejada adequadamente. A eliminação de plantas voluntárias durante o vazio sanitário contribui para interromper a chamada “ponte verde” e reduzir as condições favoráveis à sobrevivência do patógeno.

Com o encerramento desse período e a aproximação da semeadura, a atenção do produtor volta-se para a implantação da próxima cultura. “É um momento em que as informações da safra anterior podem se transformar em decisões para o próximo ciclo. Entram nesse planejamento questões como tratamento de sementes, inoculação, nutrição e estratégias para favorecer o estabelecimento inicial da soja”, explica Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica.

Atenção aos primeiros estágios

O estabelecimento inicial é uma etapa importante para a formação da lavoura. Desenvolvimento radicular, nodulação e fixação biológica de nitrogênio estão entre os processos que merecem atenção desde a implantação da cultura.

Na soja, a fixação biológica de nitrogênio realizada em associação com bactérias do gênero Bradyrhizobium tem papel fundamental no fornecimento de nitrogênio à planta. Nesse processo, nutrientes como molibdênio e cobalto estão relacionados ao funcionamento da fixação, enquanto o zinco participa de diferentes processos metabólicos e do desenvolvimento vegetal.

É nesse contexto que tecnologias associando aminoácidos e micronutrientes podem integrar o planejamento da próxima safra. Uma das soluções da BRQ Brasilquímica para esse manejo é o AminoSpeed Leg, formulado com uma combinação de L-aminoácidos e nutrientes. A tecnologia pode ser utilizada no tratamento de sementes e também durante a fase vegetativa, acompanhando a cultura em diferentes momentos do seu desenvolvimento.

A proposta é favorecer o desenvolvimento radicular, a nodulação e a eficiência da fixação biológica de nitrogênio, integrando nutrição e desenvolvimento desde os primeiros estágios da soja.

“Quando pensamos no início do ciclo, é importante olhar para a planta como um sistema. O desenvolvimento das raízes, a formação dos nódulos e a nutrição estão relacionados ao estabelecimento da cultura. O AminoSpeed Leg foi desenvolvido para fazer parte dessa estratégia, desde o tratamento de sementes até a fase vegetativa”, destaca Bruno.

Planejar antes de plantar

O período que sucede o vazio sanitário marca, portanto, uma nova etapa no calendário da soja. É o momento de transformar os resultados da safra anterior em decisões para a próxima e organizar as estratégias que acompanharão a cultura desde a implantação.

“Uma lavoura bem planejada começa antes da semeadura. Quando a soja entra no campo, muitas das decisões que vão acompanhar seu desenvolvimento já foram tomadas”, finaliza Bruno Neves.

Em um cenário de expansão da produção brasileira, antecipar essas decisões pode fazer parte de uma estratégia cada vez mais importante para o manejo da cultura. Afinal, o próximo ciclo começa antes mesmo de a primeira semente ser colocada no solo.

Sobre a BRQ Brasilquímica

A BRQ Brasilquímica é uma empresa brasileira especializada na produção insumos para a agricultura, visando a nutrição de plantas. Fundada em 1995 e com sede em Batatais (SP), desenvolve e comercializa soluções inovadoras, contribuindo para a geração de valor ao agronegócio por meio de produtos de alta qualidade e resultados de grande performance, com a missão de possibilitar aos produtores rurais ganhos de rentabilidade por área. Seu portfólio inclui inoculantes, controle biológico, fertilizantes foliares, fertilizantes organominerais, biofertilizantes e matérias-primas para a agricultura e pecuária. Com moderna infraestrutura industrial e laboratorial, prima pelo rigoroso controle de qualidade de toda cadeia de insumos até o produto final. Sua equipe capacitada, com cerca de 250 profissionais, garante a excelência dos negócios e a satisfação dos clientes, inclusive com uma atuação em modelos de B2B e B2C. Para mais informações, acesse www.brasilquimica.com.br.

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Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

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