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18 de setembro de 2026 - 15:55h

A Folha Agrícola

Adoção de biofertilizantes à base de algas marinhas amplia estratégias de manejo na agricultura.

No Brasil 30% dos biofertilizantes são a base de algas marinhas

O uso de soluções à base de algas marinhas ganha cada vez mais espaço na agricultura brasileira. A tecnologia biológica tem sido incorporada ao manejo de diferentes culturas para melhorar o desenvolvimento das plantas, aumentar a eficiência no uso de nutrientes e preparar as lavouras para enfrentar situações de estresse. O Brasil representa cerca de 50% do mercado de bioestimulantes da América Latina, equivalente a aproximadamente US$ 600 milhões. Desse total, cerca de 30% correspondem a soluções à base de algas marinhas, evidenciando a relevância dessa tecnologia no país. “Com taxas de expansão superiores a 10% ao ano projetadas até 2031, o segmento, liderado pela alga Ascophyllum nodosum, representa uma frente estratégica para o sucesso da agricultura”, assinala Bruno Carloto, gerente de Marketing Estratégico da Acadian Sea Beyond para a BU Atlantic (Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai).

A alga Ascophyllum nodosum, espécie originária do Atlântico Norte, incluindo a costa do Canadá, destaca-se por ser adaptada a condições ambientais desafiadoras, como variações de maré, temperatura, salinidade, luminosidade e períodos de seca. “Essa capacidade está entre os fatores que despertam o interesse dos agricultores pelos compostos bioativos da alga e por seu uso na agricultura”, explica Carloto.

Para o gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond, a utilização de Ascophyllum nodosum na agricultura está relacionada justamente à diversidade de compostos presentes em sua composição. “Ela é rica em compostos bioativos que podem contribuir para diferentes processos fisiológicos das plantas. Por isso, trabalhamos no desenvolvimento de soluções que se integrem ao manejo, acompanhando diferentes momentos do ciclo da cultura”.

Além da atuação sobre as plantas, os biofertilizantes à base de Ascophyllum nodosum podem integrar estratégias voltadas ao solo e ao sistema radicular, auxiliando o desenvolvimento das raízes e o aproveitamento de água e nutrientes, complementando práticas já adotadas pelo produtor para melhorar as condições do cultivo.

“O solo é a base de todo o sistema produtivo. Quando favorecemos o desenvolvimento das raízes e a interação da planta com o ambiente, criamos condições mais favoráveis para que a cultura desenvolva seu potencial”, afirma Bruno Carloto.

Em grandes cultivos, manter a uniformidade e o potencial produtivo diante das variações de clima e das condições do solo representam importantes desafios. Períodos de altas temperaturas, déficit hídrico e fatores de estresse podem comprometer o desenvolvimento das culturas, aumentando a busca por soluções eficazes.

“A agricultura moderna precisa olhar para a planta como parte de um sistema. Não basta apenas fornecer nutrientes. É preciso considerar também a capacidade da planta de absorvê-los e utilizá-los, além do desenvolvimento das raízes e das condições do solo”, destaca o gerente da Acadian, maior empresa independente do mundo na colheita e extração de algas marinhas.

Sobre a Acadian Sea Beyond

A Acadian Sea Beyond, fundada em 1981 no Canadá, é a maior empresa independente de coleta, manejo e extração de algas marinhas do mundo, além de ser líder internacional em soluções biológicas sustentáveis baseadas em ciência para cultivos de alto valor, bem como para cultivos em larga escala. A empresa está comprometida com o desenvolvimento de produtos inovadores e patenteados, com foco em sustentabilidade, produtividade e agricultura regenerativa. Presente em mais de 80 países e com cerca de 400 colaboradores em todo o mundo, a Acadian se dedica à pesquisa com Ascophyllum nodosum, a alga marinha mais estudada no mundo e com resultados consistentes para bioestimulação de plantas.

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Cotações Agrícola

Milho

R$ 69,02

Soja

R$ 133,99

Trigo

R$ 79,61

Feijão

R$ 143,36

Boi

R$ 306,40

Suíno

R$ 7,88

Leite

R$ 2,74

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