As exportações brasileiras de produtos do agronegócio para os 22 países árabes cresceram 6,81% entre janeiro e agosto de 2026, alcançando US$ 9,897 bilhões.
O agronegócio representa cerca de 75% de tudo o que o Brasil exporta para o grupo de países árabes. O resultado foi impulsionado principalmente pelas vendas de carnes, açúcar, cereais e soja.
Entre os produtos de destaque está a carne de frango. As exportações somaram US$ 2,169 bilhões no período. A Arábia Saudita, principal mercado para o produto brasileiro na região, registrou crescimento de 10,22% nas compras, chegando a US$ 697,83 milhões.
A carne bovina também apresentou forte avanço. As vendas cresceram 20,23% nos oito primeiros meses do ano, totalizando US$ 1,177 bilhão.
A Arábia Saudita teve o maior crescimento entre os principais mercados para a carne bovina, com alta de 56,66%, para US$ 296,79 milhões. No Egito, as vendas aumentaram 28,64%, chegando a US$ 254,68 milhões. Já nos Emirados Árabes Unidos, o avanço foi de 5,40%, para US$ 127,35 milhões.
No Golfo, as exportações do agronegócio cresceram 2,19%, alcançando US$ 3,852 bilhões. Os maiores avanços foram registrados no Iêmen e em Omã, onde as vendas do setor aumentaram 52,08% e 53,73%, respectivamente.
O desempenho ocorre em um cenário de dificuldades logísticas provocadas pelas restrições à navegação no Estreito de Ormuz. Para manter o fluxo de mercadorias, empresas passaram a utilizar rotas alternativas, com cargas sendo desembarcadas em portos do Golfo de Omã e do Mar Arábico e posteriormente transportadas por rodovia até outros portos da região.
No total, considerando todos os produtos, as exportações brasileiras para os países árabes somaram US$ 13,38 bilhões de janeiro a agosto, crescimento de 5,75% em relação ao mesmo período de 2025.
Os números reforçam a importância do mercado árabe para o agronegócio brasileiro, especialmente para as exportações de carnes e outros produtos alimentícios.