O Brasil poderá precisar importar até 9 milhões de toneladas de trigo na safra 2026/27, diante de uma oferta nacional menor e de possíveis problemas relacionados à qualidade do cereal produzido no país.
A estimativa considera um cenário em que as importações, inicialmente projetadas em cerca de 7,5 milhões de toneladas, podem chegar a aproximadamente 9 milhões de toneladas ao longo da temporada.
A produção brasileira é estimada em 5,7 milhões de toneladas. Além do volume colhido, a indústria precisa considerar a qualidade do trigo, sua localização e o período em que o cereal estará disponível para moagem.
Argentina e Paraguai devem continuar entre os principais fornecedores do mercado brasileiro. A Rússia também aparece como possível origem das compras, embora existam restrições relacionadas às exigências sanitárias brasileiras.
A necessidade de ampliar as importações ocorre em um cenário de menor disponibilidade de trigo nacional, o que pode aumentar a participação do produto estrangeiro no abastecimento da indústria brasileira.
Para o produtor, o cenário reforça a importância das condições climáticas e da qualidade da safra na formação da oferta nacional e, consequentemente, no comportamento do mercado de trigo durante a temporada 2026/27.