O mercado do boi gordo encerrou a semana com preços firmes e novos sinais de valorização. Em São Paulo, negócios pontuais chegaram a R$ 370 por arroba, enquanto as referências médias se aproximaram dos R$ 360/@.
Segundo levantamento da Safras & Mercado, a referência paulista ficou em R$ 358,83/@, ante R$ 357,18/@ na leitura anterior. As demais praças acompanhadas pela consultoria também apresentaram valores elevados, com R$ 353,41/@ em Mato Grosso do Sul, R$ 347,86/@ em Goiás, R$ 345,88/@ em Minas Gerais e R$ 334,05/@ em Mato Grosso.
Apesar dos negócios a R$ 370/@, esse valor ainda não representa uma nova referência geral para o mercado paulista. Trata-se de uma negociação específica, registrada em Mococa, com pagamento à vista e abate programado para sete dias úteis. As características do lote, a localização e a necessidade de compra da indústria podem influenciar esses negócios.
Oferta mais curta sustenta a arroba
A menor disponibilidade de animais terminados continua sendo um dos principais fatores de sustentação do mercado. Em algumas regiões, frigoríficos encontram dificuldade para avançar as escalas de abate e precisam melhorar as ofertas para garantir novos lotes.
Esse cenário aumenta o poder de negociação dos pecuaristas, especialmente daqueles com animais prontos e condições de entrega mais rápidas.
Ao mesmo tempo, existe uma diferença significativa entre as referências médias e os negócios realizados no topo do mercado. Por isso, a frequência de negociações entre R$ 365 e R$ 370/@ será um dos principais pontos a serem observados nos próximos dias.
Mercado futuro permanece valorizado
A firmeza também aparece nos contratos futuros negociados na B3. O vencimento para dezembro de 2026 chegou a R$ 389,15/@, mantendo uma diferença relevante em relação às referências do mercado físico.
Os contratos futuros refletem expectativas e operações de proteção e, portanto, não representam uma garantia de preço no mercado físico. Ainda assim, a diferença entre os dois mercados mostra que os participantes trabalham com um cenário de preços mais elevados para os próximos meses.
O que observar daqui para frente
A continuidade da valorização dependerá principalmente da oferta de animais terminados e da capacidade dos frigoríficos de preencher suas escalas de abate.
Caso os negócios acima de R$ 365/@ se tornem mais frequentes em São Paulo, o mercado poderá consolidar um novo patamar de preços. Por enquanto, a arroba segue sustentada pela oferta mais ajustada e pela resistência dos pecuaristas nas negociações.
Com o mercado físico próximo dos R$ 360/@ e contratos futuros perto dos R$ 390/@, a diferença entre os dois ambientes continuará sendo acompanhada de perto pelo setor pecuário.
Os valores acima foram conferidos com os dados divulgados em 24 e 25 de setembro de 2026, incluindo as referências da Safras & Mercado, o negócio pontual de R$ 370/@ e os contratos da B3. (comprerural.com)